
Câmera de segurança registra suspeitos carregando caixas no corredor de um edifício no Riacho Fundo I. (Foto: Instagram)
O Tribunal do Júri do Riacho Fundo (DF) condenou nesta quarta-feira (5/8) Augusto César Nunes Romano, de 23 anos, e Gerson Sousa Basílio, de 52 anos, pelo assassinato e esquartejamento do morador de rua Sidnei Martins de Oliveira, que tinha 56 anos quando foi morto em abril de 2025. As sentenças foram determinadas em 34 anos e 3 meses para Augusto e 26 anos e 3 meses para Gerson.
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Augusto César e Gerson cumprirão suas penas inicialmente em regime fechado. Além do homicídio triplamente qualificado, eles foram condenados por destruição e ocultação de cadáver, fraude processual e furto qualificado. Os jurados aceitaram as agravantes apontadas pelo Ministério Público do DF (MPDFT): motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
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Segundo o promotor de justiça César Nardelli, que participou do julgamento, a condenação é uma resposta firme a um crime que chocou a sociedade. “Parabenizamos a PCDF pelo trabalho exemplar na produção de provas técnicas e pela resolução do crime em menos de 12 horas”, destacou o promotor.
Relembre o caso
Na noite de 3 de abril de 2025, Augusto César e Gerson estavam bebendo com Sidnei Martins de Oliveira, próximo ao shopping Riacho Mall, no Riacho Fundo I. Por volta das 3h40, eles decidiram ir a um apartamento na QN 7, pertencente a um conhecido. No local, Augusto imobilizou Sidnei com golpes de artes marciais, enquanto Gerson o atacou com uma tesoura, resultando na morte imediata da vítima.
Após o ataque, Gerson desferiu 39 facadas no pescoço de Sidnei. Em seguida, ele e Augusto esquartejaram o corpo e o dividiram em caixas. As partes do corpo de Sidnei foram descartadas em contêineres na QN 7. Uma câmera de segurança registrou um dos envolvidos saindo do imóvel com uma caixa contendo as pernas da vítima, e depois descartando outra caixa com o tronco, a cabeça e os braços.
À polícia, Gerson, conhecido como Paraíba, confessou ser o autor do crime, alegando ciúmes de Sidnei em relação à sua ex-companheira. A investigação da PCDF indicou que um comentário de cunho sexual feito por Sidnei a Augusto teria desencadeado a reação de Gerson.







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