Greve na CPTM termina, mas estado de greve permanece após acordo com governo

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Plataformas da CPTM voltam a operar após fim da greve (Foto: Instagram)

A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi encerrada na tarde desta quarta-feira (5/8), mas a possibilidade de uma nova paralisação ainda não está completamente descartada. Embora o retorno ao trabalho tenha sido aprovado, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) decidiu manter a categoria em estado de greve, permitindo uma nova mobilização caso o Governo de São Paulo não cumpra os compromissos firmados durante as negociações.

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O término da paralisação foi decidido após uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), que contou com a presença de representantes do governo estadual e do sindicato. Em assembleia, a proposta foi aprovada por 131 votos favoráveis, enquanto 26 ferroviários foram contrários à suspensão da greve. Com a decisão, os trabalhadores retomaram suas atividades imediatamente.

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O principal ponto do acordo é a garantia dos empregos dos ferroviários durante o processo de reorganização da CPTM. De acordo com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governo apresentou um projeto de lei para assegurar a manutenção dos postos de trabalho. Além disso, foi acordado que um acordo coletivo será formalizado nos próximos dias para registrar os compromissos estabelecidos entre as partes.

Apesar da retomada das operações, o sindicato afirmou que continuará monitorando o cumprimento do acordo. A entidade informou que manterá o estado de greve como forma de pressionar o governo a cumprir as garantias negociadas, não descartando a possibilidade de convocar uma nova paralisação caso os compromissos não sejam respeitados.

A greve teve início na terça-feira (4/8) e afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, alterando a rotina de milhares de passageiros na Grande São Paulo. Com o fim do movimento, as três linhas voltaram a operar normalmente.

Ficou também decidido que os ferroviários da CPTM não irão mais ensinar suas funções para a equipe da nova concessionária. Antes da votação na subsede do sindicato no Brás, região central de São Paulo, o governador Tarcísio já havia anunciado, em coletiva de imprensa, que apresentaria à Assembleia Legislativa do Estado (Alesp) o texto que estabelece a absorção ou cessão dos trabalhadores por órgãos da administração pública estadual durante o processo de desestatização. Tarcísio afirmou que o envio seria feito apenas se a categoria se comprometesse a retomar a operação até a hora do rush desta quarta.

Caso os ferroviários optassem pela continuidade da greve, a Justiça já havia determinado que 90% dos funcionários deveriam trabalhar em horários de pico e 70% nos demais horários. Em caso de descumprimento, o Tribunal estipulou uma multa diária de R$ 5 milhões à entidade, a partir de quinta (6/8).

No próximo dia 19 de agosto, a categoria se reunirá novamente com o governo estadual para assinar um novo acordo coletivo que ratifique tudo que foi proposto na reunião anterior e aprovado na assembleia. Uma das exigências dos grevistas era que o acordo também incluísse os funcionários da Linha 10–Turquesa, atualmente a única ainda sob gestão da CPTM, apesar de Tarcísio já ter manifestado, no passado, interesse em concedê-la à iniciativa privada.

Os ferroviários estão paralisados desde a manhã de terça-feira (4/8) contra as privatizações no transporte ferroviário de São Paulo. A empresa privada Trivia Trens assumiu as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade no dia 21 de julho e, já nos primeiros três dias de operação, as linhas registraram diversas falhas e um incêndio.

Os trabalhadores criticam a precarização da operação e exigem a retomada da administração das linhas pela CPTM, além da garantia dos empregos dos grevistas. O governador assegura que nenhum trabalhador foi demitido e que um Programa de Demissão Voluntária foi criado apenas para aqueles que desejarem deixar suas funções.

Segundo Tarcísio, se a Trivia quiser, os profissionais serão mantidos. No entanto, alguns funcionários das linhas 11, 12 e 13 já foram realocados para a Artesp, para o metrô e para outras linhas do transporte ferroviário. Ninguém perderá o emprego, conforme garantiu o governador.