
Vídeo de Gustavo, 3 anos, revela medo antes de ser encontrado morto pelo pai em Palmas (TO) (Foto: Instagram)
Dias antes de ser encontrado morto na residência do pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, em Palmas (TO), o menino Gustavo Feitosa, de 3 anos, foi gravado pela mãe chorando e afirmando que não queria ir para a casa do pai. No vídeo, a criança diz: “Ele me bate”. Igor e sua atual companheira, Kathellen Moreira, foram presos na madrugada desta quinta-feira (6/8).
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Os pais de Gustavo viviam separados e enfrentavam disputas judiciais. Conforme a defesa da mãe, ela foi aconselhada a não impedir o contato do menino com o pai para evitar alegações de alienação parental. A mãe também estava movendo uma ação judicial para a cobrança de pensão alimentícia.
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Gustavo Feitosa foi encontrado morto na última segunda-feira (3/8), em Palmas. O pai da criança foi afastado pela Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO).
Na gravação mencionada, o menino aparece chorando ao dizer que não queria ir para a casa do pai. Quando questionado pela mãe, Sabrina Feitosa, sobre o motivo, ele responde: “Porque eu estou com saudade de você”.
Em outro momento do vídeo, Sabrina pergunta: “Por que você não gosta de ir para a casa do seu pai?”. A criança, então, começa a chorar.
A coluna Na Mira tenta entrar em contato com a defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira. O espaço segue aberto para manifestações.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), Igor Gustavo foi à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil para relatar a morte do filho. Em seu depoimento, afirmou ter encontrado a criança sem vida pela manhã, na piscina da casa. Durante o interrogatório, alegou que, devido ao abalo emocional, só conseguiu procurar a polícia horas depois. As investigações são conduzidas pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas. A Polícia Civil de Tocantins continua investigando o caso e ouvindo familiares e testemunhas para esclarecer os fatos.
Durante a perícia na residência, foram encontrados indícios que levaram a Polícia Civil a tratar o caso como morte suspeita, iniciando um inquérito para apurar as circunstâncias do óbito. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que Gustavo morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual. Segundo a certidão de óbito, a causa da morte foi choque hemorrágico e neurogênico, hemorragia interna, laceração intestinal (reto) e violência sexual anal.
Em 2023, Igor Gustavo foi denunciado por ameaçar uma ex-companheira, mãe da criança. Na época, ele presidia o Tribunal de Ética da OAB-TO. Conforme registro policial, o advogado enviou áudios com ameaças e ofensas após discussão envolvendo o filho, que tinha apenas 8 meses. Ele queria que o menino dormisse em sua casa, mas a mãe recusou, alegando que a criança ainda estava em fase de amamentação.






