
Ciclone-bomba se intensifica sobre o Sul do Brasil, com nuvem espiral e frentes frias avançando pelo país. (Foto: Instagram)
A passagem de um ciclone extratropical intenso, chamado popularmente de ciclone-bomba, causou impactos em várias regiões do Brasil entre quinta-feira (6/8) e sexta-feira (7/8). O fenômeno trouxe consigo chuva intensa, ventos fortes, queda de temperatura e mar agitado.
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Pelo menos uma pessoa perdeu a vida devido às condições climáticas adversas. Os danos mais severos foram observados no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde milhares de pessoas foram desalojadas e houve danos a imóveis e estruturas públicas.
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O fenômeno também afeta regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No total, 11 estados estão entre as áreas impactadas ou sob alerta meteorológico: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.
O QUE É UM CICLONE-BOMBA
- O ciclone-bomba é um tipo de ciclone extratropical que se intensifica rapidamente.
- Esse fenômeno ocorre quando a pressão atmosférica no centro do sistema cai drasticamente em um curto período, um processo conhecido como ciclogênese explosiva.
- A intensificação pode resultar em ventos fortes, chuvas intensas, temporais, queda de temperatura e mar agitado.
- Os efeitos variam conforme a intensidade e a trajetória do sistema.
- Apesar do nome, o ciclone-bomba não é um furacão. É um sistema de baixa pressão comum em regiões de latitudes médias, geralmente formado pelo encontro de massas de ar com características distintas.
RIO GRANDE DO SUL CONCENTRA OS MAIORES ESTRAGOS
O Rio Grande do Sul é o estado que mais sofreu com os impactos até agora. De acordo com a Defesa Civil, 2.306 pessoas estão desalojadas após terem que deixar suas residências.
Novo Hamburgo é a cidade com o maior número de desalojados, com 480 pessoas. Sapiranga tem 360, São Leopoldo conta com 200, e Nova Hartz e Portão têm 180 cada uma.
A ventania causou danos a centenas de imóveis. Em Novo Hamburgo, 140 residências foram afetadas, Santa Cruz do Sul teve mais de 100 casas danificadas e Sapiranga registrou cerca de 90 moradias prejudicadas. Montenegro teve estragos em 50 imóveis e Igrejinha em pelo menos 20.
Estruturas públicas também sofreram danos. Em Pelotas, parte do muro do Presídio Regional caiu. Eldorado do Sul teve escolas e um assentamento danificados. Já em Portão, o telhado do hospital municipal foi comprometido.
IMPACTOS EM OUTROS ESTADOS
- Santa Catarina: registrou queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia nas áreas afetadas pela ventania. Há também risco de transtornos em rodovias e áreas urbanas.
- Paraná: está entre os estados impactados, com previsão de chuva, ventos fortes e queda de temperatura. As áreas do Sul do estado requerem atenção para temporais e rajadas.
- São Paulo: os principais efeitos são esperados no litoral e no sul do estado, com previsão de ventos fortes e mar agitado. As condições meteorológicas podem também afetar a navegação.
- Rio de Janeiro: há previsão de chuva e rajadas fortes. A Defesa Civil mantém alerta para possíveis quedas de árvores, danos estruturais e interrupções de serviços.
- Espírito Santo: está entre as áreas sob influência da instabilidade, com possibilidade de chuva e ventos fortes.
- Minas Gerais: pode registrar chuva, trovoadas e rajadas de vento em áreas afetadas pela frente fria. Também há previsão de queda nas temperaturas.
- Goiás: a passagem da frente fria provoca instabilidade, com possibilidade de chuva e ventos fortes em algumas regiões.
- Mato Grosso: áreas do estado estão sob influência da instabilidade, com possibilidade de chuva forte, temporais e rajadas de vento.
- Mato Grosso do Sul: a frente fria traz instabilidade, com possibilidade de chuva forte e ventos intensos. A chegada do ar frio também deve provocar queda nas temperaturas.
- Bahia: regiões do estado estão sob influência da instabilidade, com possibilidade de chuva e ventos fortes.
TORNADO F2 TEVE VENTOS DE ATÉ 200 KM/H
De acordo com a MetSul, o tornado registrado em Pedro Osório (RS) apresentou características compatíveis com a categoria F2 da Escala Fujita original. A classificação é preliminar e considera os danos observados no local.
O fenômeno arrancou árvores, danificou telhados e destruiu estruturas em propriedades rurais. Alguns imóveis tiveram partes completamente destruídas pela força dos ventos.
A ocorrência foi associada a uma linha de tempestades formada durante a passagem do sistema meteorológico. A combinação de ar quente e úmido, frente fria e forte cisalhamento do vento favoreceu a formação de áreas de rotação capazes de gerar o tornado.






