
Estrutura molecular da polilaminina, proteína em teste para regeneração nervosa. (Foto: Instagram)
Desde fevereiro, sete pacientes que receberam a polilaminina fora do estudo clínico faleceram. A informação foi divulgada pela pesquisadora Tatiana Sampaio durante uma palestra na Rio Innovation Week nesta sexta-feira (7/8) e confirmada pelo Metrópoles.
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De acordo com o Laboratório Cristália, nenhum dos óbitos tem relação com a polilaminina, sendo atribuídos a outras causas. O uso compassivo de medicamentos em teste permite que voluntários utilizem a substância antes da conclusão dos estudos, mas a aplicação precisa ser aprovada pela Anvisa.
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A polilaminina é produzida a partir de uma proteína presente na placenta humana, com o objetivo de estimular a regeneração de células nervosas lesionadas em pessoas com trauma raquimedular. Ela é aplicada diretamente na região afetada da medula, geralmente em dose única, e o paciente deve continuar com fisioterapia para reabilitação. A substância ainda está em fase de teste e é prematuro afirmar sua eficácia.
O último paciente teria falecido na quinta-feira (6/8). Desde fevereiro, mais de 100 pessoas receberam a polilaminina em uso compassivo, após a substância ganhar notoriedade. Na ocasião, o relato de um paciente que teria recuperado os movimentos incentivou a busca por essa terapia experimental.
Tatiana afirmou que 10 outros pacientes em uso compassivo apresentaram evolução clínica, mas ainda não há provas de que a polilaminina seja responsável pela melhora. Os pacientes tiveram recuperação na função sensorial ou motora na região anal, mas não voltaram a andar.






