Zelador e morador de rua discutem antes de agressão na Asa Norte

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Zelador é atacado com madeira na Asa Norte e moradores relatam medo crescente (Foto: Instagram)

O zelador agredido em um prédio na Asa Norte (DF) na madrugada de sexta-feira (7/8) teve uma discussão com um homem em situação de rua pouco antes de ser atacado. Um vídeo obtido pelo Metrópoles mostra o agressor, vestindo uma camisa camuflada, aproximando-se do prédio. Ele aponta para dentro do edifício e, após uma discussão, faz um gesto ameaçador simulando um soco. Em resposta, o zelador tenta afastar o morador de rua, levando a mão à cintura e fazendo um gesto para afastá-lo.

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Horas mais tarde, por volta das 3h30, o homem de camisa camuflada retornou ao prédio, situado no Bloco A da área comercial da 314 Norte, munido de um pedaço de madeira e agrediu o zelador. A vítima, Vanderlei Souza Lima, sofreu traumatismo craniano e foi levada em estado gravíssimo ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) após ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

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Conforme informações do IGES-DF, Vanderlei passou por uma cirurgia na cabeça no final da manhã desta sexta-feira.

Moradores e comerciantes da área expressam preocupação com o aumento da violência na região. Uma funcionária de um comércio local, que preferiu não se identificar, afirmou que o zelador já havia sido alvo de agressões por parte de moradores de rua anteriormente. "Certa vez, ele precisou correr para dentro do prédio porque um homem em situação de rua tentou jogar pedras nele. Os moradores de rua aqui não gostam muito dele", relatou.

Maria Luiza Neves, de 23 anos, residente na região, afirmou que passou a tomar mais cuidado ao circular pelas ruas. Ela destacou que a situação se agravou especialmente nos últimos anos.

"De um ano para cá, a quantidade de pessoas em situação de rua aumentou muito aqui. Nossa sensação de insegurança cresceu bastante. Além deste caso que ocorreu de madrugada, ouvimos outros relatos", disse.

Reder Glauber Weyers, de 60 anos, síndico de um prédio na 314 Norte e morador da Asa Norte desde 2004, observou um aumento significativo no número de pessoas em situação de rua desde 2020.

De acordo com Weyers, episódios de violência tornaram-se comuns nas proximidades. "Como síndico aqui do bloco, já presenciei casos de esfaqueamento durante a madrugada. Vemos isso com frequência", contou.

Ele acrescentou que a insegurança está mudando os hábitos dos moradores, que evitam sair a pé à noite. "Eu moro a 500 metros do supermercado e só vou de carro. Não há mais tranquilidade", concluiu.