Psicólogo Felipe Kenned ensina como lidar com sexo ruim sem estragar o clima

Publicao por


Encontro sexual frustrante? Saiba como o diálogo pode resgatar a conexão íntima (Foto: Instagram)

Nem toda relação sexual atende às expectativas — e isso não significa necessariamente falta de química ou incompatibilidade. Um encontro frustrante pode ocorrer por nervosismo, expectativas divergentes ou simplesmente porque as pessoas ainda não encontraram sintonia. A boa notícia é que, ao contrário do que muitos pensam, isso não precisa definir o futuro do relacionamento.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Em entrevista à coluna, o psicólogo Felipe Kenned explica que um encontro sexual pode ser insatisfatório quando não há conexão entre as partes, tanto física quanto emocionalmente. Isso pode se manifestar em detalhes como um beijo descoordenado, dificuldade em encontrar posições confortáveis ou uma relação que não traz prazer para nenhum dos envolvidos.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Apesar disso, ele afirma que uma experiência negativa, especialmente na primeira vez, não deve ser encarada como definitiva. Muitas vezes, a intimidade se desenvolve com o tempo, e encontros subsequentes tendem a ser mais naturais e satisfatórios. “O maior erro é ver isso como um fracasso definitivo ou uma prova de incompatibilidade”, alerta.

Outro problema, segundo o especialista, é procurar culpados. Muitas pessoas acreditam que fizeram algo errado ou que o parceiro foi insuficiente, quando, na verdade, a experiência sexual é construída por ambos — envolvendo desejos, expectativas e disposição para o encontro. Evitar falar sobre o assunto pode aumentar a insegurança.

O diálogo aberto faz toda diferença. “Evitar conversar sobre o que aconteceu permite que o silêncio seja preenchido por suposições, inseguranças e sentimentos de rejeição. Quando não há espaço para elaborar a experiência, um episódio pontual pode ganhar um significado muito maior do que realmente tem”, enfatiza.

De acordo com Felipe, se há potencial para o relacionamento continuar, a sinceridade pode ser a melhor saída. A recomendação é abordar o tema com respeito e curiosidade, sem apontar culpados. “Muitas vezes, esse diálogo fortalece a intimidade e torna os próximos encontros mais leves e satisfatórios. É importante compreender que a sexualidade é dinâmica e não precisa ser perfeita”, sugere.

Por fim, o psicólogo reforça que só faz sentido pensar em incompatibilidade quando, mesmo após várias tentativas, a conexão não acontece. “Acredito que só podemos considerar incompatibilidade quando, mesmo após novas tentativas, diálogo e abertura para construir esse encontro, os corpos continuam sem se encontrar no campo da sexualidade e da fantasia”, conclui.