
Frutas e mel na origem da energia para o cérebro humano (Foto: Instagram)
A conhecida teoria de que a carne teve um papel central na evolução humana é complementada por um novo estudo publicado na revista Science em 6 de agosto. A pesquisa indica que açúcares e outros carboidratos também foram fundamentais nesse processo.
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De acordo com os cientistas, alimentos como frutas e mel podem ter fornecido a energia necessária para o desenvolvimento cerebral ao longo da evolução. A análise sugere que essas fontes naturais de açúcar desempenharam um papel importante ao lado dos alimentos de origem animal.
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O cérebro humano consome uma quantidade considerável de energia e depende principalmente de glicose para funcionar. Esta glicose vem, em grande parte, de alimentos ricos em carboidratos. Ao analisar dados sobre o tamanho do corpo e do cérebro ao longo de cerca de 4 milhões de anos, os pesquisadores estimam que açúcares naturais chegaram a representar entre 20% e 35% do consumo energético dos nossos ancestrais. Essa energia teria sustentado não apenas o cérebro, mas também um corpo cada vez mais ativo.
Apesar da importância do consumo de carne, os pesquisadores afirmam que ele sozinho não explica as mudanças observadas na evolução humana. O corpo humano pode produzir glicose a partir de proteínas e gorduras, mas esse processo é limitado. Assim, fontes diretas de açúcar, como frutas e mel, teriam sido essenciais na dieta. Com o tempo, o uso do fogo e o preparo de alimentos passaram a incluir fontes de amido, aumentando a oferta de carboidratos.
O estudo também sugere que a disponibilidade de alimentos ricos em açúcar variava ao longo do ano, o que pode ter influenciado o comportamento dos primeiros humanos na busca por comida. Além disso, características do corpo humano, como o metabolismo da glicose, indicam adaptação ao consumo desses nutrientes.
Os autores destacam que a evolução da dieta foi resultado da combinação de diferentes fontes de energia. Entender esse equilíbrio ajuda a explicar como o cérebro humano conseguiu crescer e se tornar mais complexo ao longo do tempo.






