Terremoto de 7,4 atinge a Colômbia: relato de sobrevivente brasileiro em Medellín

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Prédio danificado após terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia (Foto: Instagram)

Um terremoto de magnitude 7,4 sacudiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10/8). Anderson Alves, especialista em segurança da informação e residente de Sobradinho (DF), estava de férias no país e compartilhou momentos de apreensão após receber um alerta no celular segundos antes do tremor. “As janelas tremiam intensamente”, relatou.

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“Tudo começou a balançar. A cama, os móveis, o guarda-roupa, a geladeira, outros eletrodomésticos e, principalmente, as janelas… Foram apenas alguns segundos entre o alerta e o início do tremor”, contou.

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De acordo com Anderson, o aviso foi crucial para que ele encontrasse um lugar seguro antes da chegada do tremor: “Esses poucos segundos podem ter ajudado a salvar vidas”. Ele também mencionou que, em Medellín e Bogotá, os tremores foram menos intensos comparados ao interior do país, onde houve mais vítimas fatais.

O terremoto foi semelhante aos que atingiram a Venezuela em junho, resultando em mais de 6 mil mortes. No entanto, os tremores na Venezuela ocorreram a uma profundidade de cerca de 21 km, considerados rasos, enquanto na Colômbia, a profundidade foi de 100 km.

Logo após o terremoto, moradores das cidades mais próximas ao epicentro começaram a compartilhar vídeos da destruição nas redes sociais.

O alerta recebido no celular das pessoas afetadas, conforme a imprensa colombiana, foi emitido pelo Google. O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) também registrou o terremoto com magnitude 7,4, sendo apenas o segundo dessa magnitude a atingir a Colômbia nos últimos cinco anos.

O sistema de alerta de terremotos do Google utiliza a localização aproximada do Android para enviar informações sobre terremotos com magnitude 4,5 ou superior. No entanto, os alertas não estão disponíveis em todas as regiões, e nem todos os tremores são detectados, podendo haver imprecisões nas estimativas de magnitude e intensidade, segundo o Google.

O usuário pode receber o alerta antes, durante ou após o início do terremoto, com uma notificação que ocupa toda a tela, indicando a magnitude inicial (estimativa) e a distância do epicentro.

Anderson também relatou que, em questão de minutos, as ruas de Medellín se encheram de pessoas que saíram de suas casas em pânico. “Em poucos minutos, praticamente todos estavam no meio da rua. Algumas pessoas desceram de roupa íntima, outras enroladas em lençóis ou toalhas. Havia pessoas chorando, algumas levando seus animais de estimação no colo.”

“Uma das coisas que mais me marcou foi justamente receber aquele alerta no celular”.

Por fim, o morador de Sobradinho se sente aliviado e, ao ser questionado se pretende voltar ao Brasil após o desastre, ele respondeu: “Na próxima semana vou para Cartagena (Colômbia)”.