Colegas e o Herdeiro: sequência estreia após 14 anos e destaca neurodivergência

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Ariel Goldenberg como Stallone em ‘Colegas e o Herdeiro’, que estreia em 13 de agosto (Foto: Instagram)

Há 14 anos, o filme Colegas se tornou um marco no cinema nacional, celebrando a inclusão de atores com síndrome de Down com humor e irreverência. Nesta quinta-feira (13/8), o filme retorna aos cinemas com a continuação Colegas e o Herdeiro, que mantém a representatividade e agora amplia a visibilidade para outras deficiências intelectuais.

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Na narrativa, um grupo de amigos escapa de um instituto em uma ousada viagem clandestina para reencontrar o amigo Stallone (Ariel Goldenberg), que está no Uruguai envolvido em uma disputa por herança de um hotel. Em um avião de carga rumo a Punta del Este, o que era para ser uma simples visita se transforma em uma perigosa aventura ao cruzarem com contrabandistas de pedras preciosas.

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Para o elenco e o diretor Marcelo Galvão, que já venceu o Kikito de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cinema de Gramado, Colegas e o Herdeiro não busca repetir o sucesso do primeiro filme, mas sim trazer uma nova fórmula, mantendo a luta pela visibilidade como foco central da história.

O elenco inclui Ariel Goldenberg como Stallone, Breno Viola como Márcio, Gabriel Lazzari como Igor, Henrique Fernandes como Magrelo, João Vitor de Paiva como Duda, Luiza Godoi como Letícia, Rafaela Fontanetti como Fernanda e Rita Pokk como Aninha. A produção presta homenagem à atriz Amélia Bittencourt, falecida em fevereiro de 2025, e a Marçal Souza, produtor-executivo deficiente visual que faleceu pouco antes das filmagens.

Os atores destacam que, durante as gravações, formaram laços de amizade. "Participar da equipe é como entrar em uma grande família. O primeiro filme trouxe uma emoção especial. O segundo é sobre paixão, amor, emoção e mais aventura. Eu me sinto parte da família!", disse Rafaela.

Luiza acrescenta: "Foi uma enorme alegria participar dessa continuação e fazer parte da nova geração dos Colegas". João Vitor também se emocionou: "Eu não tinha contato com pessoas com síndrome de Down. Quando os conheci, percebi que estava no lugar certo. O Marcelo abriu portas para mim e abrirá para outros com deficiência. É um grande sonho para mim".

VAI TER COLEGAS 3?
Marcelo Galvão afirma que Colegas desempenha um papel importante na conscientização sobre neurodivergência. "O preconceito está relacionado à falta de exposição e ao desconhecimento dessas pessoas. Você cria uma imagem que não é real", desabafa.

Com o desejo de dar continuidade à saga, Galvão revela sua vontade de produzir um terceiro filme. "Eu adoraria, quero muito fazer um terceiro. Depende do público."