
Tarcísio de Freitas discursa durante debate ao governo de SP, com Fernando Haddad ao fundo (Foto: Instagram)
A revelação sobre a empresa aberta pelos filhos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desviou o foco das investigações sobre Fábio Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no primeiro debate da corrida ao governo paulista.
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A quatro dias do primeiro confronto do ano entre o atual governador e Fernando Haddad (PT), a coluna de Igor Gadelha revelou que, em fevereiro deste ano, Matheus e Letícia de Freitas, filhos de Tarcísio, abriram uma empresa com sede em Barueri, na Grande São Paulo, utilizando o endereço do Palácio dos Bandeirantes.
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Em junho, a empresa dos Freitas associou-se à RB Par Ltda, localizada na Bahia, resultando na criação da BR Invest Participações Ltda. Os sócios dos filhos de Tarcísio são parentes dos donos da Lex Tax, uma consultoria tributária que atende grandes empresas em São Paulo.
Por isso, os petistas suspeitam que empresas com incentivos fiscais no estado de São Paulo sejam clientes da empresa dos filhos de Tarcísio.
A poucas horas do debate, Haddad informou a um dirigente petista que não abordaria o caso das empresas dos filhos de Tarcísio no confronto, conforme relatado pela coluna de Vinicius Passarelli.
No debate, nem os filhos de Tarcísio nem os de Lula foram mencionados, embora o governo petista tenha sido atacado pelo atual governador. Após o programa, petistas reclamaram que Flávio foi pouco pressionado por Haddad, que preferiu criticar Tarcísio pelas suas ligações com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).
Antes do debate, um dirigente do PT tentou convencer Haddad a trazer o caso das empresas dos filhos de Tarcísio à televisão, mas o candidato recusou, observando: "Se fosse Lulinha e não Tarcizinho, o mundo estaria desabando sobre o presidente".






