
Insígnia da Polícia Militar de São Paulo no uniforme do 27º BPM/M, em Vargem Grande (Foto: Instagram)
A Polícia Militar (PM) iniciou um inquérito para apurar o sumiço de seis armas do 27º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (27º BPM/M), localizado em Vargem Grande, zona sul de São Paulo. A corporação está investigando as circunstâncias em que as armas desapareceram.
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A Corregedoria da PM está acompanhando a investigação, enquanto equipes realizam buscas para localizar as armas e identificar possíveis responsáveis. Caso irregularidades sejam encontradas, os envolvidos poderão enfrentar sanções administrativas e criminais.
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Ainda não foram divulgados detalhes sobre os tipos de armas desaparecidas ou o momento exato do desaparecimento. A PM também não informou se suspeitos foram identificados ou se as armas deixaram o batalhão.
Este não é um caso isolado de desaparecimento de armas sob responsabilidade das forças de segurança em São Paulo.
Em 2023, um caso de grande repercussão envolveu o Arsenal de Guerra do Exército em Barueri, na Grande São Paulo. Naquela ocasião, 22 armas foram levadas, incluindo 13 metralhadoras calibre .50, oito metralhadoras calibre 7,62 e um fuzil.
As investigações revelaram que militares envolvidos no esquema aproveitaram o feriado da Independência, em setembro daquele ano, para retirar o material das instalações.
Em 2024, a Justiça Militar processou oito pessoas por envolvimento no furto de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra de São Paulo, incluindo o ex-diretor da unidade, tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista. As acusações foram aceitas contra quatro militares e quatro civis.
As denúncias separaram os réus com participação direta daqueles com participação indireta no crime. Entre os diretamente envolvidos estavam os cabos Vagner da Silva Tandu, de 23 anos, e Felipe Ferreira Barbosa, que são amigos. Ambos tiveram a prisão decretada.
A Justiça considerou que o tenente-coronel Batista e um primeiro-tenente tiveram participação indireta devido à inobservância de leis, regulamentos ou instruções. Quatro civis foram acusados de receptação — pelo menos um deles tinha ligação com o Comando Vermelho (CV) e tentou vender o armamento à facção criminosa.
Segundo as investigações, o desvio do armamento de guerra ocorreu entre os dias 5 e 8 de setembro, mas só foi descoberto mais de um mês depois, em 10 de outubro, durante uma inspeção no quartel.
A partir desse momento, um inquérito policial militar foi aberto. Três dias depois, o caso foi divulgado em uma reportagem do Metrópoles e ganhou notoriedade nacional.
O inquérito revelou que Vagner Tandu, motorista do coronel Batista, então comandante do Arsenal, retirou o armamento do quartel na caminhonete do oficial. Ele contou com a ajuda do cabo Felipe Barbosa, que teria desligado as câmeras, desativado alarmes e rompido o lacre do depósito onde estavam as armas.
Após a retirada das armas, Felipe Costa teria reativado o sistema de segurança e colocado um novo lacre na porta do depósito. As armas teriam sido negociadas com o CV por meio dos quatro civis denunciados. No entanto, a facção criminosa não se interessou pelas metralhadoras.
O caso resultou na prisão de suspeitos e, posteriormente, o Superior Tribunal Militar (STM) manteve a condenação de dois civis acusados de envolvimento no furto das armas.
Diferentemente do ocorrido em 2023, o caso atual envolve um batalhão da Polícia Militar e ainda está em fase de investigação. A corporação afirma que as buscas continuam para localizar os seis armamentos e esclarecer como ocorreu o desaparecimento.






