Bruno Gagliasso interpreta Honestino Guimarães, líder estudantil morto em 1973

Publicao por


Bruno Gagliasso como Honestino Guimarães em cena do filme que estreia em 13 de agosto. (Foto: Instagram)

Honestino Guimarães, estudante desaparecido aos 26 anos após ser detido, tornou-se um dos principais símbolos da defesa da democracia durante a ditadura militar. A trajetória do militante é retratada no filme Honestino, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (13/8). Bruno Gagliasso, protagonista da produção, revelou que não conhecia a história do líder estudantil antes de receber o convite para o papel.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Dirigido por Aurélio Micheles, o longa mistura documentário e ficção para narrar a história de Honestino Guimarães. O filme reúne depoimentos de amigos e familiares do desaparecido político, além de cenas dramatizadas por Bruno Gagliasso, que gravou em locais como a Universidade de Brasília (UnB), onde Honestino foi expulso em 1968.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Para Bruno, interpretar Honestino representou um compromisso que vai além da atuação. “Eu não conhecia o Honestino, é uma vergonha. Eu quero que meus filhos saibam quem foi Honestino Guimarães, eu quero que eles tenham orgulho das minhas escolhas profissionais. Eu quero que esse filme chegue a maior parte do Brasil, se possível do mundo”, afirmou o ator em coletiva de imprensa.

A ausência de imagens em vídeo de Honestino tornou a composição do personagem um desafio para o ator. Ainda assim, ele afirmou ter mergulhado no papel de “peito aberto”. O resultado emocionou pessoas que conviveram com o militante.

Honestino foi preso cinco vezes por causa da atuação política. Na última delas, em 1973, foi detido pelo Centro de Informações da Marinha e nunca mais foi visto. Mais de quatro décadas depois, o desaparecimento do líder estudantil segue sem uma conclusão definitiva.

A Comissão Nacional da Verdade aponta que Honestino foi preso por agentes do Estado, mas não conseguiu esclarecer as circunstâncias da detenção nem a causa da morte. O corpo do estudante nunca foi encontrado. Em 2024, a UnB concedeu um diploma póstumo em homenagem ao ex-aluno.