
Celina Leão concede entrevista à imprensa após audiência de conciliação no STF (Foto: Instagram)
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que ajustes técnicos no acordo podem facilitar a liberação do empréstimo de R$ 6,6 bilhões solicitado pelo GDF ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para fortalecer o Banco de Brasília (BRB).
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Após uma nova audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (13/8), Celina informou à imprensa que os bancos privados, responsáveis por dar o aval ao negócio, estão receosos quanto à dificuldade de acessar a contragarantia oferecida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), que envolve quotas dos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM).
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“Isso é muito técnico. Os bancos acreditam que, em caso de inadimplência, os bancos públicos têm uma agilidade maior para acessar essa contragarantia. Mas são ajustes que podemos fazer também”, declarou.
A governadora destacou que o ministro Luiz Fux, que mediou a audiência, “também se coloca à disposição, pois pode ser necessário elevar alguns artigos do acordo para tranquilizar os bancos privados, já que eles têm dúvidas sobre a preferência dos bancos públicos em caso de inadimplência”.
Celina ressaltou que as partes estão buscando uma solução, pois tanto o GDF quanto a União concordaram em continuar as negociações. A governadora ressaltou que “milhares de pessoas podem ser afetadas” caso o BRB enfrente maiores dificuldades.
O clima de tensão dominou a reunião no STF nesta quinta-feira (13/8). Durante as explicações na audiência de conciliação, o ministro Luiz Fux precisou intervir enquanto o presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, falava. O encontro terminou sem uma conclusão.
Nelson tentou rebater as informações do FGC de forma mais incisiva, e Fux alertou: “Estamos aqui para trazer mensagens positivas. Então, vamos evitar qualquer tipo de confronto, pois esta é uma audiência de mediação”, afirmou Fux.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, refutou a acusação do GDF de inércia no cumprimento do acordo homologado no STF. Durigan afirmou que o BRB enfrenta um problema grave “de origem criminosa”, causado pelo GDF com o BRB, que “deve ser tratado pelos responsáveis”.
Durigan também negou a informação do Governo do Distrito Federal sobre a melhora das contas públicas locais, que teriam alcançado índice A na capacidade de pagamento (Capag). Segundo o ministro da Fazenda, a Capag “piorou”.






