
DF implementa Protocolo de Internação Involuntária Humanizada após agressão a criança (Foto: Instagram)
Após a implementação do primeiro caso do Protocolo de Internação Involuntária Humanizada no Distrito Federal, na noite de quarta-feira (12/8), a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) detalhou, nesta quinta-feira (13/8), como é realizado o atendimento à população em situação de rua.
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O acolhimento dessas pessoas no DF é feito de forma integrada através de órgãos e secretarias do GDF. A primeira etapa é a pré-triagem, realizada nas ruas, onde há uma busca ativa para inclusão em programas de assistência e saúde.
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Após essa triagem inicial, uma equipe especializada, composta por psicólogo, assistente social e enfermeiro, avalia sinais que indiquem a necessidade de internação involuntária, como risco à vida, violência ou negligência extrema com cuidados básicos.
Em situações de risco iminente de morte, a pessoa é levada a um hospital geral ou a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nos casos que exigem estabilização clínica, o encaminhamento é feito para uma UPA.
Após a intervenção e remoção, a decisão médica sobre a internação de saúde é tomada, com um Plano Terapêutico de até 90 dias. Após a alta, o tratamento continua no Caps de referência, com acolhimento nos programas da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF.
O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, explicou como funciona o Protocolo de Internação Involuntária Humanizada. A norma se aplica a qualquer pessoa com sinais de problemas relacionados ao uso de álcool ou drogas, ou falta de discernimento.
Em caso de prisão de uma pessoa em situação de rua, o delegado deve avaliar a situação. Se o suspeito apresentar comportamento alterado, o Samu pode ser acionado para levá-lo a um hospital de referência, como o São Vicente de Paula, para avaliação clínica e psicológica.
O primeiro caso de internação involuntária no DF aconteceu após uma criança de 5 anos ser agredida em uma lanchonete na 302 Sul, em Brasília. A agressão foi capturada por câmeras de segurança, mostrando Celso Pinheiro, de 41 anos, atacando a criança.
Nas últimas duas semanas, foram registrados pelo menos nove ataques por pessoas em situação de rua no DF, incluindo agressões e um homicídio com 36 facadas. Os crimes chocaram a população pela violência.
O Governo do Distrito Federal sancionou, em 20 de julho, a lei que permite a internação humanizada involuntária em casos de "risco iminente à vida". A governadora Celina Leão destacou o funcionamento do protocolo, que conta com 10 leitos no Hospital São Vicente de Paulo para esse tipo de atendimento.






