Dia da Gestante: médico desfaz mitos sobre relação durante a gravidez

Publicado por

–

Relação na gravidez: seguro, saudável e benéfico (Foto: Instagram)

Comemorado no próximo sábado (15/8), o Dia da Gestante levanta uma discussão relevante: a prática de relação durante a gravidez. Ainda rodeado de mitos e preconceitos, esse tema é polêmico porque muitas vezes a grávida é vista como uma figura de “pureza”, o que anula sua relação.

O que muitos não sabem é que, em uma gestação sem complicações, ter relações é completamente seguro e pode até trazer diversos benefícios.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Em entrevista ao Metrópoles, o ginecologista e obstetra Paulo Nogueira esclarece que o bebê está bem protegido pelo útero, pelas paredes musculares, membranas e pelo líquido amniótico. “Além disso, há o colo do útero, que separa a cavidade onde está o bebê. Portanto, a relação não chega até ele e não interfere diretamente”, destaca.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Uma vida ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar. O prazer e o orgasmo liberam hormônios que reduzem o estresse e melhoram o sono. É possível manter uma relação ativa e saudável até a terceira idade. Na relação, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer.

Por volta do terceiro trimestre, segundo o médico, pode ser necessário adaptar as posições para maior conforto da mulher. “As melhores seriam, nesse caso, de quatro apoios, de lado e a mulher por cima”, exemplifica.

Gravidez saudável não é uma doença. O exercício da relação pode e deve continuar fazendo parte da vida do casal durante a gestação.

Paulo Noronha, ginecologista e obstetra

Um dos mitos mais comuns é que poderia machucar e “cutucar” o bebê. Segundo o especialista, o órgão permanece, que é separada do útero pelo colo uterino, membranas e líquido amniótico. Por isso, independentemente da posição ou tamanho, isso é impossível.

“O que pode acontecer é a mulher sentir sensações diferentes durante a gravidez. A região genital fica mais vascularizada, o colo uterino pode ficar mais sensível e algumas mulheres podem ter um pequeno sangramento após a relação. Isso não significa que o bebê foi atingido ou machucado”, comenta.

É importante ressaltar que a relação, por si só, não tem a capacidade de provocar abortos ou induzir o trabalho de parto. O que pode ocorrer, na verdade, é uma liberação de ocitocina, causando pequenas contrações uterinas. Esse evento, porém, é passageiro e não significa que a gestante vai parir. “É normal o útero contrair por alguns minutos depois de um orgasmo”, lembra.

O obstetra ainda revela que, mesmo em gestantes de risco, a abstinência de relação não é necessária. Algumas exceções incluem:

  • Placenta prévia;
  • Sangramento não esclarecido ou recorrente;
  • Perda de líquido ou ruptura das membranas;
  • Ameaça ou trabalho de parto prematuro.

Durante a gestação, o cérebro da mulher passa por intensa reorganização.

Em contrapartida, Noronha enfatiza que alguns sintomas pós-relação

merecem atenção especial. “A gestante deve procurar avaliação diante de sangramento significativo ou persistente, dor abdominal forte ou que não melhora, contrações regulares e progressivamente mais frequentes, perda de líquido ou qualquer outro sintoma importante associado”, cita.

Ainda assim, ele lembra que pequenos desconfortos, cólica leve e até um discreto sangramento podem ocorrer depois da relação — o que não significa, necessariamente, uma complicação. “O mais importante é que a mulher se sinta confortável, respeite as mudanças do corpo e saiba que existem algumas situações específicas em que nós recomendamos uma pausa temporária”, encerra.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *