Lula e Flávio intensificam apoio a aliados na disputa por cadeiras no Senado

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Lula e Flávio Bolsonaro frente a frente: a corrida pelo Senado 2026 (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão profundamente envolvidos na campanha de seus aliados, com foco especial na disputa pelo Senado. Ambos os presidenciáveis têm como objetivo aumentar sua influência na Casa para garantir a governabilidade e avançar com suas pautas em um eventual mandato futuro.

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Em 2026, 54 cadeiras do Senado estarão em disputa, representando dois terços da Casa, com dois representantes eleitos por unidade da Federação. A eleição é estratégica, pois os senadores têm atribuições como aprovar indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), agências reguladoras e o presidente do Banco Central, entre outros.

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Além disso, eles podem abrir e analisar processos de impeachment contra ministros da Suprema Corte, uma pauta de interesse especial da direita brasileira. Nesse contexto, Lula e Flávio desenvolveram estratégias para eleger o máximo de aliados e formar uma maioria no Senado.

Conforme relatado pelo Metrópoles, no início da semana, Flávio Bolsonaro reuniu cerca de 40 candidatos do PL e de outras legendas para alinhar o discurso e reforçar as principais mensagens da campanha presidencial. Espera-se que os aliados apoiem a campanha de Flávio e ajudem a aumentar sua presença em regiões com menos agendas.

Na última semana, ele anunciou apoio formal a 47 candidatos ao Senado em outubro. Embora a maioria seja filiada ao PL, a lista inclui candidatos do PP, União Brasil, PSD, PSDB, Podemos, Republicanos, MDB e Novo.

Em âmbito nacional, o senador não conseguiu reunir apoios e acabou formando uma chapa puro-sangue com o candidato a vice Alfredo Gaspar (PL-AL). Apesar disso, a campanha buscou construir palanques estaduais com candidatos de outras legendas para formar chapas mais competitivas.

A prioridade na eleição para o Senado foi uma demanda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antes de ser preso em junho de 2025. Ele afirmou na época que o objetivo deveria ser conquistar a maioria absoluta da Casa, de 41 senadores, para ter mais poder do que o próprio presidente da República.

Flávio, inclusive, na semana passada, fez uma live anunciando os nomes que apoiará em cada unidade da Federação para o Senado. Ele destacou a importância de eleger o maior número de senadores este ano.

A ideia é que pautas de interesse direto do espectro político alinhado ao bolsonarismo sejam aprovadas pelo Senado.

ELEIÇÕES PARA O SENADO EM 2026

  • Em outubro, dois terços do Senado serão renovados, com 54 cadeiras em jogo.
  • Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores.
  • O eleitor poderá votar em dois candidatos.
  • A eleição para senador ocorre pelo sistema majoritário, onde o vencedor é quem tiver mais votos.
  • Em 2026, os dois candidatos com mais votos serão eleitos.
  • Os eleitos tomarão posse em fevereiro de 2027 e terão mandato de oito anos.
  • Os 54 novos senadores se juntarão aos outros 27 parlamentares, que ainda terão quatro anos de mandato.

MARATONA DE GRAVAÇÕES
Lula também priorizou a eleição deste ano. Para aumentar o apoio na Casa, ele escalou ex-ministros e optou por apoiar candidatos de outros partidos considerados mais viáveis.

Na última quinta-feira (13/8), o presidente reservou parte do dia para gravar material de campanha ao lado de mais de 30 aliados, de diferentes legendas, que disputarão as eleições em 18 estados.

As filmagens serão exibidas na propaganda eleitoral em rádio e TV, a partir de 28 de agosto, com duração de cerca de 30 segundos. Em alguns casos, Lula gravou com todos os candidatos da chapa majoritária e, em outros, individualmente. Nesta sexta, ele retornará ao QG da campanha para gravar mais conteúdos.

Após o encontro, candidatos destacaram a importância de aparecer ao lado do petista em suas campanhas. O ex-ministro do Turismo e candidato ao Senado pelo Pará, Celso Sabino (PDT-PA), afirmou que Lula “é o melhor cabo eleitoral” para a corrida que se aproxima.

A partir da próxima semana, com o início oficial da campanha eleitoral, o presidente deve intensificar suas viagens pelo país para reforçar a campanha de aliados.

Desde o ano passado, Lula vem alertando publicamente sobre o avanço da direita no Legislativo. Em junho, durante um congresso do PSB, ele afirmou que se o campo adversário conseguir maioria na Casa, fará “uma muvuca neste país”.

A eleição para o Senado também visa garantir a governabilidade em um eventual quarto mandato. Durante esta gestão, o governo enfrentou dificuldades para avançar com pautas prioritárias.

O fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública são exemplos de medidas que ficaram travadas por falta de acordo e desgaste na relação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

Além disso, foi o Senado que impôs a maior derrota ao governo até agora, com a rejeição do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, a uma vaga no STF.

Flávio Bolsonaro já está intensificando suas viagens pelo Brasil.

Ele lançará a campanha no domingo (16/8) em Copacabana, no Rio de Janeiro.

As agendas pelo Brasil serão cada vez mais intensificadas a partir da próxima semana, com foco tanto nos estados onde o bolsonarismo tem maior presença (como no Centro-Oeste, Sudeste e Sul) quanto nos que têm menos resposta positiva (como o Nordeste).