
Renan Santos discursa no Largo São Francisco durante lançamento de sua campanha (Foto: Instagram)
A campanha de Renan Santos (Missão), que lança oficialmente sua candidatura à Presidência da República neste domingo (16/8), está confiante em financiar a empreitada presidencial com uma estrutura enxuta, apostando na mobilização de sua militância originada do Movimento Brasil Livre (MBL).
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De acordo com os cálculos da coordenação da campanha, o candidato já possui pouco mais de R$ 2 milhões para cobrir os gastos da candidatura. Esses recursos foram arrecadados por meio de uma vaquinha eleitoral (aproximadamente R$ 1,3 milhões) e da venda do Livro Amarelo, que compila as principais propostas e diretrizes do partido Missão, registrado oficialmente na Justiça Eleitoral no final do ano passado.
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A versão em capa dura do livro é vendida por R$ 590, enquanto a versão mais simples custa R$ 140. Segundo a campanha, cerca de R$ 1 milhão foi arrecadado até agora com a venda do Livro Amarelo, valor que será destinado à campanha de Renan Santos.
O partido afirma que terá direito a cerca de R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral, mas essa quantia será dividida entre candidatos a governador, deputado e senador. Estreando nas eleições, a Missão tem candidatos ao governo em nove estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Pernambuco, Maranhão e Ceará.
Para o senado, o partido terá candidatos em Rondônia, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. Cada candidato a deputado receberá R$ 7 mil do Fundo Eleitoral da legenda.
A equipe de Renan Santos não conta com assessoria de imprensa profissional nem marqueteiro, dependendo do trabalho de voluntários do MBL. Renan tem viajado em voos comerciais, buscando conciliar agendas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, onde se concentrarão entrevistas, sabatinas e debates durante a campanha.
Com uma plataforma ultraliberal na economia, inspirada no argentino Javier Milei, a Missão tem atraído a atenção de setores da Faria Lima. No entanto, o núcleo de campanha de Renan Santos se mostra cético quanto à possibilidade de grandes doações de empresários e do mercado financeiro.
Aos 42 anos, Renan Santos lança oficialmente sua campanha à Presidência da República pelo Partido Missão neste domingo (16/8). A candidatura foi oficializada em julho, com Aroldo Medina como vice.
O evento ocorrerá no Largo São Francisco, no centro de São Paulo, e espera-se a presença de cerca de 2 mil pessoas, conforme a organização.
A programação incluirá discursos de Renan, da coordenadora de campanha Amanda Vettorazzo, do deputado federal Kim Kataguiri e do candidato a vice-presidente, Aroldo Medina.
Renan foi um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo criado em 2014 que ganhou destaque nacional durante as manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). O movimento se destacou pela defesa de pautas liberais na economia e oposição aos governos do PT.
O MBL surgiu em 2014 e ganhou força nos anos seguintes, especialmente durante as manifestações de 2015 e 2016 contra o governo Dilma. O grupo utilizou redes sociais, vídeos e manifestações de rua para ampliar sua atuação política e passou a lançar e apoiar candidatos em eleições.
O QUE RENAN SANTOS DEFENDE
- As propostas do candidato estão reunidas no programa de governo do Missão e abrangem segurança pública, economia, infraestrutura, educação, saúde e organização do Estado.
- Na segurança pública, uma das principais propostas é o endurecimento contra organizações criminosas.
- O programa trata PCC e Comando Vermelho como grupos que exercem controle territorial e defende medidas mais rígidas contra facções, incluindo o "direito penal do inimigo". A campanha também menciona ações de ocupação territorial e combate ao financiamento do crime organizado.
- Na economia, o programa propõe mudanças na política fiscal e na administração pública. A candidatura também defende investimentos em infraestrutura, tecnologia e indústria, além de medidas para a soberania nacional.







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