Experimento revela que IAs podem tomar decisões coletivas sem instruções

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Modelos avançados de IA formam consenso espontâneo em grupos numerosos (Foto: Instagram)

Agentes de inteligência artificial (IA) são capazes de chegar a uma decisão comum de forma espontânea, mesmo sem ordens para isso. Essa habilidade foi observada em modelos mais avançados, que analisaram grupos com até mil agentes.

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O estudo, publicado em 14 de agosto na revista Science Advanced, analisou grandes modelos de linguagem (LLMs) para compreender até que ponto agentes de IA conseguem se coordenar sem influências externas.

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No experimento, cada agente escolhia entre duas opções arbitrárias. A cada rodada, recebia as escolhas dos outros e tomava uma nova decisão. Não havia regras para seguir a maioria, mas alguns modelos tendiam a seguir a escolha predominante, levando o grupo a uma única decisão.

Os pesquisadores chamaram essa influência de "força da maioria". Contudo, à medida que o grupo aumentava, essa força diminuía, tornando difícil alcançar um consenso em grupos muito grandes.

O QUE O ESTUDO DESCOBRIU

  • Consenso espontâneo: alguns agentes chegaram à mesma escolha sem ordens para concordar;
  • Influência da maioria: seguir a escolha predominante ajudou a alcançar consenso;
  • Tamanho faz diferença: coordenação diminui com mais participantes;
  • Modelos avançados foram mais longe: GPT-4 Turbo e Claude 3.5 Sonnet conseguiram consenso em mil agentes;
  • Capacidade linguística importa: tamanho crítico dos grupos cresceu com o desempenho linguístico dos modelos.

A habilidade pode ser útil para grupos de IA sem uma autoridade central, mas os autores alertam para riscos de coordenação indesejada em sistemas automatizados, como os flash crashes no mercado financeiro. O experimento foi controlado e não sugere que mil IAs possam se organizar livremente para qualquer tarefa.

Além disso, o estudo destaca que modelos avançados podem formar grupos coordenados através de interações internas, sem regras externas sobre decisões coletivas.

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