
Helena Taliberti e seus filhos, Luiz e Camila, antes da tragédia de Brumadinho (Foto: Instagram)
A escritora Helena Taliberti transformou a dor pela perda dos filhos e da nora grávida na tragédia de Brumadinho em um livro intitulado "Tentam nos Enterrar, Não Sabiam que Somos Sementes". A obra é uma forma de resistência ao esquecimento e busca justiça para as 272 vítimas do desastre ocorrido em 25 de janeiro de 2019.
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Helena perdeu seus filhos, Luiz e Camila Taliberti, devido ao rompimento da barragem. Eles estavam de férias em Minas Gerais com Fernanda, esposa de Luiz, que estava grávida de Lorenzo, quando o desastre aconteceu.
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No livro, Helena compartilha memórias dos filhos e reflete sobre como a tragédia mudou sua visão de mundo. "O verbo enterrar reflete o que aconteceu com eles. Criamos o Instituto Camila e Luiz Taliberti a partir dessa dor, como uma semente que brota de um luto coletivo. O apagamento é uma tentativa constante, mas nós resistimos", afirmou ela ao Metrópoles.
Em 25 de janeiro de 2019, a Barragem I da Mina Córrego do Feijão, da Vale, se rompeu em Brumadinho, Minas Gerais, liberando 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos. A lama atingiu principalmente o Córrego do Feijão e o Ribeirão Ferro-Carvão, chegando à bacia do Rio Paraopeba. No total, 272 pessoas morreram, incluindo funcionários da Vale, trabalhadores terceirizados e moradores locais. A tragédia ocorreu pouco mais de três anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que resultou em 19 mortes em 2015. Em 2021, a Vale firmou um acordo de R$ 37,7 bilhões para reparar os danos.
A BUSCA POR JUSTIÇA
Sete anos após o desastre, Helena continua lutando contra o esquecimento e pela memória das vítimas. "A impunidade é um convite para que se repita", afirma ela. "Eu era muito feliz com meus filhos e sabia disso. Nada vai trazê-los de volta. Não há reparação que console meu coração, mas lutamos por justiça", diz, mencionando a Associação das Vítimas e Atingidos pela Barragem de Brumadinho (Avabrum).







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