
Homem de camisa azul sorri em evento noturno iluminado (Foto: Instagram)
Um influenciador firmou um acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que é pré-candidato à Presidência, após admitir ter publicado três deepfakes associando o político a Adolf Hitler, a fraudes no INSS e a esquemas de corrupção.
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O acordo estabelece que Roger Prado da Fonseca fará uma retratação no Instagram e pagará cinco salários mínimos, divididos em 12 parcelas.
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O caso teve início quando os advogados de Flávio apresentaram uma queixa-crime contra Roger por publicações feitas no Instagram nos dias 21 e 25 de abril.
Em uma das postagens, Flávio aparece contando notas de R$ 100 enquanto seu rosto é transformado no de Hitler. O vídeo traz a legenda “Flávio fez harmonização fácil”.
Outro deepfake mostra o senador retirando a carteira de um idoso e guardando-a no próprio bolso. A publicação faz referência a “rachadinha” e traz, ao fundo, vozes dizendo “pega ladrão”.
No terceiro vídeo, uma imagem do apresentador Ratinho questiona Flávio sobre sua atuação no Congresso Nacional. Uma versão artificial do senador responde que passou o tempo comprando mansões, abrindo lojas de chocolate, viajando, participando de festas e contando dinheiro no gabinete.
A voz atribuída a Flávio também afirma que ele tentaria “vagabundear um pouco menos e roubar menos” caso fosse eleito.
Os advogados do senador atribuíram a Roger o crime de difamação majorada.
Roger confessou formalmente os três episódios e reconheceu que as publicações continham informações falsas destinadas a atingir a imagem do senador.
A coluna não conseguiu contato com Roger.
DESCULPAS
O influenciador se comprometeu a publicar um pedido de desculpas em todos os seus perfis no Instagram em até três dias após a homologação do acordo. A retratação deverá permanecer fixada por pelo menos dez dias, sem limitação de alcance ou ocultação.
Roger também aceitou não realizar novas postagens ofensivas contra Flávio.
Além da retratação, o acordo prevê o pagamento de cinco salários mínimos, divididos em 12 parcelas. O dinheiro não será destinado a Flávio, mas a uma entidade pública ou de interesse social que ainda será definida pela Justiça.
O acordo foi assinado pelas partes, mas ainda depende de homologação judicial. A Justiça Federal determinou a realização de uma audiência para verificar se Roger aceitou as condições voluntariamente e se o acerto cumpre as exigências legais.
Se homologado e cumpridas as condições estabelecidas, o acordo permitirá o encerramento do caso nos termos acertados entre as partes.







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