
A dor da perda de um pet: um laço que ultrapassa espécies (Foto: Instagram)
A perda de um animal de estimação pode paralisar a rotina do tutor, exigindo suporte terapêutico para que ele consiga retomar suas atividades diárias. Segundo o psicólogo Leandro Freitas, da UCB, a dor é intensa porque o cérebro não diferencia o amor por humanos do afeto por animais.
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Para lidar com o luto, é essencial legitimar a dor por meio de rituais de despedida e buscar apoio acolhedor. Freitas destaca a importância do acompanhamento profissional quando a tristeza impacta a rotina, o trabalho e o sono do tutor.
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Durante esse processo, o apoio sincero é crucial para a adaptação. Amigos devem evitar minimizar a dor com frases como "era só um cachorro" e focar em ouvir as boas histórias para validar os sentimentos de quem está sofrendo.
O luto por um animal de estimação é real e legítimo, pois o cérebro humano não distingue o vínculo afetivo criado com pessoas ou com bichos. Gatilhos diários intensificam a dor, já que o cérebro continua esperando o barulho das patas ou a hora do passeio.
Para crianças, dizer que o pet "foi dormir" ou "foi embora" pode atrapalhar o luto infantil e gerar fobias. É importante usar palavras simples e sinceras para explicar que o bichinho morreu, sendo a honestidade a melhor abordagem.
A adoção não deve ser vista como substituição. O momento certo para receber um novo animal é quando há o desejo de criar um novo laço, e não apenas para preencher o vazio deixado.
Rituais de despedida, como cremação, cartas ou murais de fotos, ajudam o cérebro a processar o fim do ciclo físico. Esses atos reconhecem que o vínculo existiu e transformam a perda abstrata em realidade mais palpável.
O luto se torna um alerta quando a dor não diminui e afeta as relações sociais e alimentação do tutor. Nesses casos, a terapia psicológica é indispensável. Após a fase crítica, pode surgir o desejo de adotar outro pet, mas é importante não substituir o antigo.
Leandro Freitas, da UCB, destaca que um bom indicador para adotar novamente é o desejo de criar um novo vínculo, e não apenas a necessidade de preencher um vazio.







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