
O presidente Daniel Ortega ao lado das bandeiras da Nicarágua e do FSLN durante evento oficial. (Foto: Instagram)
A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião de emergência com os ministros das Relações Exteriores dos países membros do bloco. O objetivo é discutir a situação na Nicarágua, onde o governo ameaça a realização de eleições livres. A decisão foi tomada após votação no Conselho Permanente da organização.
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De acordo com a OEA, os últimos acontecimentos na Nicarágua representam um problema urgente e de interesse comum para os Estados americanos. Além disso, a organização criticou novamente o governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo, lamentando que a democracia já não exista no país.
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A medida, liderada pelos Estados Unidos, foi aprovada por 29 dos 31 países presentes na sessão. O Brasil foi o único a votar contra a convocação da reunião de chanceleres, enquanto o México se absteve.
Embora a aprovação tenha ocorrido, a data do encontro ainda não foi definida. Espera-se que a reunião dos chefes das diplomacias dos membros da OEA aconteça "assim que possível".
Enquanto isso, o governo sandinista de Ortega e da copresidente Rosario Murillo avança com uma reforma que pode impedir políticos de oposição de participar das eleições. Desde o mês passado, o plano está sendo debatido na Assembleia Nacional e em outros setores, com previsão de votação para o próximo mês.
Para o governo Ortega, a mudança é vista como uma forma de afastar "interferências" externas do processo eleitoral, tornando-o "livre, digno e soberano", conforme declarou Rosario Murillo.







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