
Romeu Zema conversa com vendedor ambulante na Rua 25 de Março durante agenda de campanha em São Paulo. (Foto: Instagram)
Romeu Zema, candidato à presidência pelo Partido Novo, fez críticas à "pompa" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas negociações com os Estados Unidos sobre o tarifaço aplicado a produtos brasileiros. A declaração ocorreu durante uma agenda de campanha na sexta-feira (21/8), na Rua 25 de Março, em São Paulo, que é considerado o maior centro comercial da América Latina.
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O documento que justificou o tarifaço em 2025, elaborado pelo governo de Donald Trump, apontou a 25 de Março como um dos principais mercados de produtos falsificados globalmente. O texto também destacou que a falta de penalizações à pirataria prejudica empresas americanas e representa um obstáculo ao investimento no Brasil.
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Zema afirmou: “Nós temos um presidente aqui que fica com pompa, fala que o Brasil é soberano, enquanto milhões de brasileiros podem perder o emprego. O Brasil tem que ser soberano, mas isso não exclui o presidente ter de ir lá e negociar”. Ele acrescentou que, em sua visão, a solução dos problemas exige ação direta, algo que ele pretende fazer se for eleito presidente, indo pessoalmente a Washington para resolver as questões.
O ex-governador de Minas Gerais destacou ainda sua experiência como empresário, mencionando que sempre lidou diretamente com fornecedores, indústrias, clientes e investidores. “Com o Brasil, eu vou fazer a mesma coisa. Vou lá para Washington e vou falar: ‘Não volto para o Brasil enquanto a gente não resolver’. Na minha vida foi assim que eu tratei.”
No plano de governo, Zema propôs que o Brasil se retire do Brics, grupo econômico que inclui China, Rússia, Índia, entre outros. Ele se referiu ao grupo como um “clubinho da China” e defendeu que o Brasil mantenha uma posição neutra na disputa econômica entre Estados Unidos e China, além de buscar a entrada na OCDE.
Zema também reafirmou seu compromisso de acabar com as casas de apostas no Brasil, alegando que essas práticas estão desviando recursos da indústria e do comércio, como os da 25 de Março.
“MANICÔMIO TRIBUTÁRIO” E FIM DA ESCALA 6X1
Ainda durante sua agenda, Zema criticou o governo Lula por ser conivente com fatores que elevam os preços dos produtos brasileiros, afirmando que o país está sob um “manicômio tributário”. Segundo ele, isso resulta em preços altos devido a juros elevados, que são consequência da gastança do governo federal, além de uma logística cara e estradas ruins.
Questionado sobre o fim da escala 6×1, uma proposta do governo petista, Zema evitou críticas diretas e defendeu um regime de trabalho por hora, permitindo que os trabalhadores escolham sua carga horária de acordo com suas necessidades e disposição.
Antes de conversar com a imprensa, Zema percorreu a 25 de Março, dialogou com comerciantes e apoiadores, e fez uma pausa para comer pão-de-queijo em uma lanchonete local.







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