
Presidente dos EUA anuncia importação temporária de carne bovina sem tarifas (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (21/8) que, durante os próximos 90 dias, o país permitirá a importação de até 300 mil toneladas métricas de carne bovina destinada à produção de carne moída, sem a cobrança de tarifa extracota.
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De acordo com Trump, a medida visa aumentar a oferta no mercado americano e reduzir o preço do produto para as famílias.
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O anúncio foi feito na rede social Truth Social, onde Trump afirmou ter concluído um acordo para "reduzir substancialmente" o preço da carne moída, comprometendo-se a comercializar o produto importado 25% abaixo dos preços atuais de mercado.
Trump também atribuiu a alta dos preços ao governo do ex-presidente Joe Biden, mencionando que o rebanho bovino americano está no menor nível da história moderna. Segundo ele, a ampliação temporária das importações permitirá aumentar a oferta no curto prazo, enquanto os produtores americanos recompõem seus rebanhos.
A decisão ocorre em meio à pressão sobre os preços da carne bovina nos Estados Unidos, com uma oferta restrita após anos de redução do rebanho e uma demanda que permanece elevada. O preço da carne moída atingiu níveis recordes, e a redução do número de animais disponíveis elevou os custos para frigoríficos e consumidores.
A oferta também foi impactada pela suspensão de grande parte das importações de gado do México em 2025 devido a preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que afeta bovinos. A estratégia de Trump busca, portanto, aumentar temporariamente a oferta por meio de carne estrangeira enquanto o país tenta recuperar sua produção doméstica.
O Brasil está entre os países que podem ser beneficiados pela mudança, embora ainda não esteja confirmado se os exportadores brasileiros serão incluídos no novo volume anunciado por Trump. Atualmente, a carne bovina brasileira entra nos Estados Unidos por meio de uma cota compartilhada com outros países, conhecida como "Other Countries", que foi reduzida para cerca de 52 mil toneladas em 2026.
A cota foi preenchida rapidamente, resultando em parte das exportações brasileiras pagando a tarifa extracota de 26,4%. Uma ampliação do acesso sem a tarifa extracota poderia melhorar as condições para os frigoríficos brasileiros exportarem para os Estados Unidos.







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