Haddad questiona Datafolha e confia em dados internos do PT

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Fernando Haddad durante evento de educação em São Paulo (Foto: Instagram)

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), minimizou os resultados das pesquisas eleitorais que indicam uma vantagem significativa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. No sábado (22/8), Haddad afirmou que prefere confiar nos levantamentos internos do Partido dos Trabalhadores e questionou como quatro candidatos, que ele considera desconhecidos, somaram 9% das intenções de voto.

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A declaração foi feita um dia após a divulgação da primeira pesquisa Datafolha desde o início oficial da campanha. O levantamento, divulgado na sexta-feira (21/8), aponta Tarcísio com 45% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece com 27%.

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Haddad participou de um evento na zona oeste de São Paulo na manhã de sábado, onde apresentou suas propostas para a Educação. Ele estava acompanhado das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O candidato a vice de Haddad, Márcio França (PSB), não compareceu devido a um imprevisto pessoal.

O candidato prometeu dobrar o número de vagas em tempo integral nas escolas estaduais e recompor os salários dos professores. Para os docentes, ele também propôs a criação de planos de carreira baseados em concursos públicos.

Um dos pontos principais do plano de Haddad para a Educação é a criação de Centros de Educação Unificados (CEUs) no interior e litoral de São Paulo, além do programa Pé-de-Meia Paulista, que visa criar uma poupança para os estudantes.

O petista também criticou a gestão de Tarcísio na área da Educação. A equipe de Haddad, apadrinhado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ressaltou que São Paulo ficou em 10º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) sob a administração do governador bolsonarista.

Contrário a Tarcísio, Haddad posicionou-se contra as escolas cívico-militares e a terceirização das unidades de ensino estaduais. “Falta humildade para reconhecer que não deu certo.”

Haddad também defendeu uma reavaliação do uso de plataformas digitais nas escolas e o fim das metas de tempo de tela para os professores.

Em um breve discurso, Tebet elogiou Haddad e ressaltou sua atuação como ministro da Educação nos governos petistas. Marina destacou a importância da Educação para o desenvolvimento do Brasil e Alckmin lembrou a participação de Haddad na criação dos CEUs.

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