
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva frente a frente para 2026 (Foto: Instagram)
Dois casos de grande repercussão envolvendo os filhos de dois ex-chefes do Executivo colocaram a Polícia Federal e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no foco das discussões da disputa eleitoral de 2026.
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O ministro acumula as relatorias da investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e do inquérito que investiga suspeitas de tráfico de influência por parte do empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O filho do presidente é alvo de três inquéritos autorizados pelo STF a pedido da Polícia Federal (PF). Interlocutores da Presidência ainda não conseguem avaliar os efeitos dos desdobramentos da investigação na campanha de Lula, que tenta monitorar possíveis impactos nas pesquisas de intenção de voto.
Na última sexta-feira (21/8), uma pesquisa do Datafolha revelou que Lula possui 47% das intenções de voto em um possível segundo turno contra Flávio, que aparece com 43%. O levantamento entrevistou 2.058 eleitores entre 18 e 20 de agosto, período em que Lulinha já era alvo de inquéritos da PF.
Na pesquisa anterior, divulgada em 24 de julho, Lula tinha 48% das intenções de voto, contra 43% de Flávio. Naquela ocasião, a vantagem era de cinco pontos percentuais. Agora, com a variação de um ponto para cada candidato, a diferença caiu para quatro pontos.
Apesar da redução de um ponto na intenção de voto de Lula, o levantamento ainda não permite associar a oscilação aos efeitos políticos da investigação sobre Lulinha, já que a variação está dentro da margem de erro.
ENTENDA AS INVESTIGAÇÕES
- Caso Lulinha — A PF investiga se o empresário cometeu crimes de tráfico de influência e corrupção passiva no Ministério da Saúde para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
- Dark Horse — A PF apura o financiamento de R$ 61 milhões do Banco Master para o filme de Jair Bolsonaro.
Lula se reuniu em Brasília nesta semana com Marco Aurélio Carvalho, um dos advogados de seu filho, para discutir o caso. O petista quer uma investigação sobre o vazamento de informações sigilosas da PF envolvendo mensagens entre seu filho e a empresária lobista Roberta Luchsinger.
O pedido foi aceito, e André Mendonça determinou que a PF investigue suspeitas de novos vazamentos de dados no processo.
Para o cientista político André César, as duas campanhas irão explorar os temas ao máximo como forma de ataque.
“Não sabemos como vai ser, se vai aparecer um fato novo. Podem surgir mais elementos dessas investigações até o fim da campanha. Com certeza isso vai ter um grande impacto, especialmente quando começar a campanha no rádio e na televisão”, destacou.
O cientista Gustavo Ribeiro compartilha da mesma opinião. Ele critica a quantidade de vazamentos de dados sigilosos da investigação.
“Estamos assistindo a uma série de vazamentos com o objetivo de influenciar o resultado da eleição. E cada mensagem vazada altera o humor da semana”, diz.
“Com dois candidatos definidos, empatados e sem uma terceira via viável para 2026, a estratégia de ambos é a mesma — sujar a imagem do outro”, acrescenta o especialista.
CASO DARK HORSE
O ministro André Mendonça também é relator da investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O caso foi distribuído a ele pelo presidente da Corte, Edson Fachin, devido à conexão com outros procedimentos em curso no gabinete de Mendonça envolvendo o Banco Master e aportes financeiros.
O inquérito da fraude envolvendo o Master ganhou um novo episódio com a divulgação de um áudio do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar a obra.
Na época, o parlamentar viu seu desempenho cair nas pesquisas de intenção de voto.
Em 8 de junho, no entanto, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou a suspensão da pesquisa da AtlasIntel após um pedido do Partido Liberal (PL), que alegou indícios de comprometimento da metodologia adotada pelo instituto.







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