Renan Santos propõe R$ 1,5 trilhão para reurbanização em até 15 anos

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Renan Santos apresenta proposta de ‘Desfavelização’ em comunidade de São Paulo (Foto: Instagram)

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, apresentou neste sábado (22/8), em uma comunidade da zona sul de São Paulo, um projeto que prevê investir até R$ 1,5 trilhão em 10 a 15 anos para reurbanizar áreas periféricas no Brasil. A proposta inclui a reforma e reconstrução de moradias, regularização de imóveis e instalação de infraestrutura como água, esgoto, asfalto, iluminação, escolas e áreas de lazer.

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Renan esteve no Jardim Panorama para apresentar o “Marco Nacional da Desfavelização”. Ele chegou ao local por volta das 11h15, vestindo colete à prova de balas, percorreu uma viela, conversou com os moradores e, em seguida, apresentou suas propostas em um púlpito montado na comunidade.

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Segundo o plano, os moradores não seriam deslocados para outras áreas. Imóveis que puderem ser recuperados seriam reformados, enquanto áreas precárias ou de risco poderiam receber novas construções. A proposta também prevê a entrega de títulos de propriedade às famílias.

“A ideia não é desalojar as pessoas e mandá-las para longe. […] As pessoas vão continuar morando no bairro delas”, afirmou Renan.

Em locais de maior interesse econômico, o candidato sugere a participação da iniciativa privada na reurbanização, incluindo a possibilidade de verticalização das comunidades. Renan informou que o programa começaria a receber investimentos de no mínimo R$ 100 bilhões anuais a partir do quinto ano.

Questionado sobre o financiamento do programa, Renan disse que os recursos viriam de uma combinação de investimentos públicos e privados, redução de despesas federais e criação dos “títulos de desfavelização”.

A proposta também inclui cortes em gastos que, segundo ele, poderiam liberar espaço no Orçamento. Entre os alvos estão renúncias fiscais e supersalários pagos a parte do funcionalismo público. Renan também mencionou os gastos com juros da dívida pública.

“O governo federal gasta com renúncias fiscais de centenas de bilhões de reais. Ele paga supersalários para boa parte do funcionalismo”, disse ele.

Renan não especificou quais benefícios fiscais seriam cortados nem quanto pretende economizar com cada medida.

Outra fonte de recursos seria um mecanismo de financiamento baseado nos imóveis regularizados. Os “títulos de desfavelização” seriam lastreados nessas propriedades, e os moradores pagariam parcelas mensais de cerca de R$ 30 a R$ 50.

A proposta de Renan também liga a urbanização das comunidades ao combate ao crime organizado. Ele defendeu maior rigor contra invasões de terrenos públicos e privados e afirmou que a retirada de facções deveria ocorrer antes do início das obras.

Durante a apresentação, Renan criticou movimentos de moradia, sem citar nomes, e afirmou que grupos criminosos que controlam territórios seriam “inimigos dos moradores”.

“O crime organizado que ocupa esses espaços, esses territórios, é antes de tudo um inimigo dos moradores”, declarou.

Renan acrescentou que membros de facções seriam presos e que, caso resistam, “vão a óbito”.

Ele também apresentou a ideia de criar um “Nuremberg das favelas”, referência aos julgamentos pós-Segunda Guerra Mundial, permitindo que moradores denunciem crimes de organizações criminosas.

Ao final da agenda, Renan assinou uma carta de compromisso com as propostas e a entregou a uma moradora do Jardim Panorama. Ele planeja levar documentos semelhantes a outras comunidades durante a campanha.

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