Hobossexual: termo popular descreve relações por interesse em moradia

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Hobossexuais: quando o relacionamento vira acomodação (Foto: Instagram)

Já ouviu falar em hobossexuais? Este termo vem do inglês, combinando "hobo" (pessoas sem moradia fixa) e "sexual" (relacionado à sexualidade), e refere-se a indivíduos que entram em relacionamentos amorosos principalmente para garantir um teto. Uma pesquisa do site Business Today aponta que cerca de 14% dos solteiros admitem buscar parceiros para ter onde morar.

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A sexóloga Camila Gentile, em entrevista ao Metrópoles, esclarece que não se trata de um diagnóstico psicológico ou de uma categoria reconhecida pela ciência. Ela explica que o termo é usado nas redes sociais para descrever pessoas que se envolvem em relações que oferecem vantagens práticas, como moradia, estabilidade financeira ou acesso a recursos.

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Atualmente, existem vários tipos de relacionamentos, sejam eles monogâmicos ou não. As pessoas estão cada vez mais à vontade para explorar novas formas de se relacionar. No entanto, a geração Z ainda parece preferir a monogamia. Pesquisas indicam que dormir junto com o parceiro pode melhorar o sono e o humor. Contudo, boletos e trabalho são apontados como fatores que diminuem o desejo sexual dos brasileiros.

É possível identificar uma pessoa hobossexual? Segundo a especialista, não há uma maneira exata de determinar se alguém busca amor verdadeiro ou apenas um lar. "O melhor é observar comportamentos ao longo do tempo", destaca.

Alguns sinais podem indicar essa situação: pressa para morar junto, interesse desproporcional por sua casa, salário ou padrão de vida, problemas financeiros frequentes resolvidos por você, promessas de contribuição não cumpridas, tentativas de fazê-lo se sentir culpado ao estabelecer limites financeiros e um relacionamento que depende mais do que você oferece materialmente.

A dica principal é não confundir intensidade com intimidade. Um relacionamento que avança rapidamente pode parecer romântico, mas a verdadeira intimidade leva tempo para se desenvolver.

Camila ressalta que não é necessário esperar uma prova de má-fé para estabelecer limites. A questão mais relevante é se há reciprocidade no relacionamento ou se você está sendo usado como suporte para a vida de outra pessoa. Se a resposta for desconfortável, é um ponto que merece atenção.

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