Belo Horizonte Registra 1.180 Nascentes Após Novas Descobertas no Bairro Capitão Eduardo

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Reflexos do Córrego Cebola e da vegetação típica do bairro Capitão Eduardo após o mapeamento de novas nascentes em BH (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – A capital de Minas Gerais alcançou a marca de 1.180 nascentes cadastradas após a descoberta de 22 novos pontos de água no bairro Capitão Eduardo, localizado na Região Nordeste da cidade. Este levantamento foi conduzido pela Gerência de Recursos Hídricos (GERHI) da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA).

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Além das nascentes, as equipes confirmaram a presença de cursos d’água que fazem parte da Sub-bacia do Córrego Cebola. As informações coletadas são essenciais para a delimitação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e podem direcionar ações de proteção, recuperação e educação ambiental.

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VISTORIAS DURARAM DOIS MESES
A identificação das novas nascentes foi realizada durante vistorias técnicas ao longo de dois meses. Os técnicos encontraram diversos tipos de recursos hídricos, incluindo nascentes pontuais e difusas, além de cursos d’água que são perenes e intermitentes.

O Córrego Cebola atravessa um leito rochoso na região e possui uma cachoeira, o que destaca a importância ambiental da área. O resultado deste mapeamento será posteriormente disponibilizado no BHMap.

De acordo com a prefeitura, o levantamento também auxilia na aplicação das legislações ambientais e urbanas. Os dados sobre os recursos hídricos já cadastrados podem ser consultados na plataforma BH em Números.

ÁREAS DE PROTEÇÃO
Conforme o Código Florestal, as áreas ao redor de nascentes e olhos d’água, sejam perenes ou intermitentes, são consideradas APPs, com um raio mínimo de 50 metros. A legislação também define faixas de proteção para cursos d’água naturais, de acordo com a largura de cada corpo hídrico.

No Capitão Eduardo, o foco do trabalho ainda está no mapeamento e na caracterização dos recursos encontrados. Com base nessas informações, serão avaliadas medidas como recuperação ambiental, plantio de espécies nativas e ações de educação ambiental.

PROGRAMA RENASCENTE
As novas nascentes também passam a integrar o conhecimento utilizado pelas políticas municipais de proteção dos recursos hídricos. Criado em 2025 pela SMMA, o Programa Renascente atua na recuperação de áreas degradadas próximas a nascentes, brejos e cursos d’água.

Entre as ações previstas estão o plantio de espécies nativas, manejo da vegetação e cercamento de APPs. As medidas buscam reduzir processos erosivos e o carreamento de sedimentos, além de favorecer a biodiversidade e a recuperação de habitats para a fauna.

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