Flávio Bolsonaro inicia campanha no Nordeste com evangélicos em Alagoas

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Flávio Bolsonaro em carreata de chegada a Maceió (Foto: Instagram)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chega a Alagoas nesta terça-feira (25/8) para sua primeira visita ao Nordeste desde o início da campanha. A agenda inclui encontros com candidatos, empresários e um evento religioso. João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), candidato ao governo estadual apoiado por Flávio, não deve acompanhá-lo.

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Flávio desembarcará em Maceió, capital do estado, e participará de uma carreata do aeroporto até o centro da cidade, sem previsão de comícios ou palanques. Em seguida, ele terá uma reunião fechada com candidatos e um encontro com empresários na Associação Comercial de Maceió.

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À noite, o senador estará na celebração dos 111 anos da Assembleia de Deus no estado. Na quarta-feira (26/8), ele se deslocará para Arapiraca, a segunda maior cidade de Alagoas, onde participará de uma motocarreata.

A jornada marca a entrada de Flávio no Nordeste após uma concentração inicial no Sudeste. Essa é uma das regiões onde ele enfrenta desafios. Na última pesquisa Datafolha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu com 53% das intenções de voto entre os nordestinos, enquanto Flávio tem 25%.

O Nordeste é uma região de peso, com 43,5 milhões de eleitores, representando cerca de 27% do total do país, sendo a segunda maior em termos eleitorais. Além de Alagoas, a campanha pretende expandir as viagens ainda no primeiro turno, incluindo Ceará, Pernambuco e Bahia no roteiro.

Alagoas foi escolhido para iniciar essa etapa devido à ligação com o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL). Deputado federal pelo estado e presidente do PL alagoano, Gaspar será o principal elo de Flávio com os compromissos na região.

Mesmo com o PL na sua coligação, JHC deve se manter distante das agendas de Flávio e Gaspar. A ex-primeira-dama de Maceió e candidata ao Senado, Marina Candia (PSDB), também não deve participar, apesar do apoio público de Flávio.

Dentro do PL, a ausência de JHC não surpreende. Dirigentes lembram que o tucano teve pouca proximidade com Jair Bolsonaro mesmo quando era filiado ao partido.

Célia Rocha (PSDB), candidata a vice de JHC, tem outra postura. Ex-prefeita de Arapiraca, ela foi convidada pessoalmente por Alfredo Gaspar e confirmou presença nos compromissos de Flávio.

Célia afirmou ao Metrópoles estar "muito honrada, feliz e contente" por participar da agenda, estando presente tanto na carreata em Maceió quanto na passagem por Arapiraca. Em 2022, ela declarou voto em Jair Bolsonaro.

A distância de JHC do bolsonarismo já virou tema na disputa estadual. A campanha de Renan Filho (MDB), candidato ao governo e ex-ministro de Lula, usa a posição do adversário para atacá-lo.

Em 2022, Lula venceu em Alagoas com 58,68% dos votos no segundo turno, abrindo uma diferença de quase 300 mil votos sobre Bolsonaro. Maceió, principal reduto de JHC, seguiu um caminho diferente: o então presidente venceu na capital com 57,18%.

A passagem pela Assembleia de Deus na mesma viagem destaca outro eleitorado prioritário para a campanha de Flávio Bolsonaro.

Apesar de já liderar entre evangélicos, Flávio tem intensificado sua presença em igrejas e eventos religiosos para consolidar a vantagem. Aliados também têm ampliado contatos com pastores e líderes do segmento.

De acordo com a última pesquisa Datafolha, Flávio tem 62% das intenções de voto entre evangélicos em um eventual segundo turno, enquanto Lula aparece com 29%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

A vantagem não tirou o segmento do radar da campanha. Membros da campanha de Flávio afirmam que a avaliação de Lula entre os evangélicos tem melhorado e querem evitar que isso reduza a diferença entre os dois.

A ida à Assembleia de Deus em Maceió, no entanto, não representa apoio formal da igreja à candidatura.

Uma liderança da denominação informou ao Metrópoles que a organização da celebração não convidou Flávio nem outros candidatos. Políticos são recebidos quando comparecem aos cultos, mas a igreja não costuma abrir espaço para manifestações eleitorais durante as celebrações.

A programação desta semana celebra os 111 anos da Assembleia de Deus em Alagoas. Em junho, a direção nacional da denominação reuniu políticos e representantes estaduais em um fórum em São Paulo, onde houve manifestações de apoio a candidaturas locais. A eleição presidencial, porém, não fez parte das definições do encontro.

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