
Lula durante entrevista ao Jornal Nacional nesta quinta-feira (27). (Foto: Instagram)
Durante uma entrevista ao Jornal Nacional, na TV Globo, nesta quinta-feira (27/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. No entanto, ele deixou claro que não tomará "nenhuma medida" para protegê-lo. O empresário está sendo investigado pela Polícia Federal.
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Lula afirmou: “Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal. Eu não vou fazer qualquer movimento para que meu filho seja acobertado se tiver erro, como outros já fizeram. Só ele sabe a verdade. Se ele fez erro, pagará. Não será protegido por ser meu filho, por ser meu irmão, nada. Ele tem que provar a inocência. E eu tenho certeza de que ele será inocente. Vamos esperar o tempo. Não haverá, da parte da Presidência da República, um milímetro de movimento para proteger meu filho. A acusação está feita, a Polícia Federal está investigando, a polícia federal está vazando as coisas para a imprensa, e eu espero que aconteça o julgamento”, afirmou.
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Lulinha está sob investigação em três inquéritos da Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência para garantir contratos com o governo federal, aproveitando-se do fato de ser filho do presidente.
O presidente também destacou que, até o momento, não há evidências de uso de recursos públicos ou de diálogos entre seu filho e ministros. “Até agora, não existe uma prova de um centavo público, uma prova de uma conversa do meu filho com qualquer ministro”, disse ele.
Além disso, Lula negou qualquer relação com a lobista Roberta Luchsinger, afirmando que nunca a conheceu, não conversou com ela e que ela nunca esteve próxima dele.
“Só faltou ela dizer que eu ofereci a ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha, o Itamaraty. É de uma imbecilidade. Eu não conheço essa moça, eu nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, declarou.
Ele ainda mencionou o caso do Banco Master, que considera mais grave. “Malandro é igual em qualquer lugar do mundo. Conversar por telefone… eu estou acompanhando, caso mais grave que esse é o do Banco Master, que está silenciado”, afirmou.
O presidente já havia afirmado anteriormente que leva a sério as investigações que envolvem seu filho mais velho e defende que ele apresente sua defesa. Lula também enfatiza que não interfere nas investigações, em contraste com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que trocou o comando da PF para evitar investigações contra seu filho, Flávio.
Lula foi o quarto candidato presidencial entrevistado pelo JN nesta semana. Nesta sexta-feira (28/8), será a vez do senador Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com as investigações, Lulinha é apontado como sócio oculto de negócios da lobista Roberta Luchsinger com a gestão Lula. Pagamentos feitos por Roberta a Lulinha aparecem em documentos da PF que fundamentaram a abertura dos inquéritos contra o empresário. Dois deles estão sob a relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto o terceiro é relatado pelo ministro Flávio Dino.
Roberta também teve negócios com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado nas investigações como um dos operadores de um esquema que teria causado um rombo bilionário na Previdência Social — revelado pelo Metrópoles. Ambos são investigados no âmbito da Operação Sem Desconto, da PF.
A corporação também suspeita que Roberta tenha adquirido joias, oferecido presentes e pago despesas do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, para ampliar seu acesso e manter influência no núcleo do governo federal.
Segundo as investigações, ela teria sido contratada por empresários interessados em obter acesso e influência na gestão, inclusive por meio de Lulinha. Entre os empresários investigados está o Careca do INSS.
Marcola era considerado um homem de confiança de Lula e tinha acesso direto ao gabinete presidencial. Ele foi exonerado do cargo no Palácio do Planalto em julho. Na época, a justificativa oficial foi de que deixaria o governo para integrar o núcleo de coordenação da campanha de Lula à reeleição.
No início de agosto, no entanto, após a imprensa revelar os pagamentos feitos por Roberta, Marcola também deixou a campanha.







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