
Policial militar condenado por homicídio culposo na morte de bombeiro em Ceilândia (Foto: Instagram)
O policial militar Ismael Coutinho da Mota foi considerado culpado por homicídio culposo pela morte do bombeiro Walter Leite da Cruz, ocorrida dentro de sua residência durante uma operação policial no Setor O, em Ceilândia, em 10 de novembro de 2022. O veredicto foi dado na última quinta-feira (27/8) pelo Tribunal do Júri de Ceilândia.
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Durante o julgamento, o crime foi reclassificado de homicídio qualificado para culposo, onde não há intenção de matar. Conforme o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a pena de Coutinho foi estabelecida em 2 anos, 1 mês e 20 dias de detenção, a ser cumprida em regime aberto.
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Ainda segundo o TJDFT, a decisão é definitiva e não cabe mais recurso. A defesa de Coutinho declarou ao Metrópoles que recebeu a sentença com satisfação, considerando a complexidade do caso, que envolveu uma abordagem policial e decisões rápidas.
A defesa sempre argumentou que as condições do incidente não justificavam a acusação de homicídio doloso qualificado. Após um julgamento extenso, com coleta de provas e debates, o Conselho de Sentença afastou a acusação de crime doloso e reclassificou para homicídio culposo.
RELEMBRE O CASO
O evento ocorreu em 10 de novembro de 2022, durante a perseguição de um suspeito de violência doméstica no Setor O, em Ceilândia. O suspeito fugiu, pulando muros e telhados na QNO 6, entrando na casa da vítima.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram e confundiram Walter Leite da Cruz com o agressor, pois ambos estavam sem camisa. Coutinho admitiu ter disparado contra a vítima. Walter foi levado ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), mas não sobreviveu.
INDENIZAÇÃO
Em junho de 2025, a Justiça determinou que o Distrito Federal pagasse R$ 100 mil a cada filho e à viúva do bombeiro, além de R$ 70 mil aos pais, por danos morais.
Os familiares alegaram que a morte repentina e violenta do ente querido causou profundo sofrimento.







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