
Trump anuncia ordem para produtores processarem carne (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (28/8) que está preparando uma ordem para permitir que agricultores e pecuaristas processem seus próprios alimentos.
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De acordo com Trump, a medida visa diminuir a dependência dos produtores em relação às grandes empresas de processamento de carnes, que ele acusa de exercerem influência excessiva sobre o setor.
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Sem mencionar quais empresas seriam impactadas, ele destacou que quatro companhias estariam tornando a vida dos produtores americanos "miserável". "Há anos ouço que enfrentam um enorme problema com as grandes processadoras, que muitos consideram um monopólio nefasto", afirmou.
Trump não especificou quando a ordem será anunciada, mas mencionou que autorizou a elaboração dos documentos legais necessários para enfrentar o que classificou como um "monopólio poderoso".
A iniciativa ocorre em meio à pressão sobre o preço da carne bovina nos Estados Unidos. O aumento do valor do produto se tornou uma preocupação para consumidores e produtores e ganhou destaque nas discussões econômicas do governo a poucos meses das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.
A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, afirmou ainda que o governo fará "grandes anúncios" sobre o processamento de carne bovina a partir de segunda-feira (31/8).
A ofensiva do governo ocorre em um momento de forte pressão sobre os preços da carne nos Estados Unidos. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra de carne moída — equivalente a aproximadamente 453,6 gramas — chegou a US$ 6,82 em junho deste ano. O valor representa alta de 79% em relação ao início de 2019. A elevação está relacionada principalmente à redução do rebanho e da produção americana, enquanto a demanda dos consumidores permanece elevada.
O rebanho bovino dos Estados Unidos atingiu o menor nível em 75 anos, contribuindo para a redução da oferta e para a alta dos preços. Mesmo sendo um dos maiores produtores mundiais, os Estados Unidos precisam recorrer à carne importada para complementar a oferta doméstica.
Na quarta-feira (26/8), o presidente assinou uma proclamação que amplia temporariamente a cota de importação de determinados produtos de carne bovina sujeitos a uma tarifa menor. A decisão acrescentou 300 mil toneladas ao volume que poderá entrar nos Estados Unidos dentro do sistema de cotas.
A ampliação foi direcionada exclusivamente a aparas de carne bovina magra, utilizadas principalmente na produção de carne moída e hambúrgueres. As 300 mil toneladas adicionais serão distribuídas em três períodos de 30 dias. A primeira parcela, de 100 mil toneladas, começa em 1º de setembro. A segunda será disponibilizada em 1º de outubro, e a terceira, a partir de 31 de outubro.
O secretário de Agricultura e o representante comercial dos Estados Unidos deverão monitorar se a carne importada dentro da nova cota está sendo comercializada por um preço pelo menos 25% inferior ao valor de mercado das aparas magras de carne bovina.







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