PL do Pará lança candidato na “lista suja” do trabalho escravo

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Candidato do PL no Pará aparece na lista suja do trabalho escravo (Foto: Instagram)

O Partido Liberal (PL) do Pará apresentou um candidato para as eleições deste ano que está na "lista suja" do trabalho escravo. Wanderley Dias Vieira, que busca uma vaga como deputado estadual, foi incluído na lista após uma fiscalização encontrar dois trabalhadores em condições análogas à escravidão em sua propriedade.

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Além de estar na "lista suja", Wanderley Dias Vieira enfrenta uma ação na Justiça Federal relacionada ao caso. O Ministério Público Federal (MPF) o acusa de reduzir pessoas a condições análogas à escravidão e de violar a Lei de Produtos Agrotóxicos.

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O candidato nega ter cometido qualquer crime. Sua defesa afirma que o processo segue o devido curso legal, com pleno direito ao contraditório e à ampla defesa, não havendo condenação judicial até o momento.

A fiscalização que resultou na inclusão de Wanderley na lista ocorreu em outubro de 2023, quando ele era vice-prefeito de Tucumã (PA). Após uma denúncia anônima, a Polícia Federal, junto com outros órgãos federais, inspecionou a fazenda dele em São Félix do Xingu (PA) e confirmou as irregularidades.

De acordo com a Polícia Federal, dois trabalhadores foram encontrados em condições análogas à escravidão. A propriedade apresentava moradias insalubres e havia galões de produtos químicos abertos e espalhados.

A "lista suja", divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, é um cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, sendo a inclusão feita após decisão administrativa final.

A fazenda de Wanderley, onde ocorreram as irregularidades, é vizinha à Terra Indígena Apyterewa. Durante a fiscalização, o Ibama multou o proprietário por desmatamento dentro do território indígena.

Em nota, a defesa de Wanderley Dias Vieira nega categoricamente as acusações. "Médico e empresário de longa data na região, nunca foi condenado por este ou qualquer outro crime", destacou.

A defesa reforça a confiança no Judiciário e no curso regular do processo. "O Dr. Wanderley continuará exercendo seu direito de defesa, apresentando os elementos necessários para demonstrar sua versão dos fatos", concluiu.

A coluna tentou contato com o diretório do PL no Pará, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto.

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