
Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília, durante a entrega da PLOA 2027 ao Congresso Nacional (Foto: Instagram)
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 foi submetido ao Congresso Nacional pela equipe econômica do governo Lula nesta segunda-feira, 31 de agosto.
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Para o ano de 2026, a meta fiscal é de um superávit de 0,25%, apesar de o piso ser de déficit zero, o que indica um equilíbrio nas contas públicas. Para 2027, a expectativa é que as receitas superem as despesas, atingindo um superávit de 0,50%.
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A meta de resultado primário para 2027 já havia sido antecipada em abril, quando o governo apresentou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que serve como uma prévia do orçamento do ano seguinte.
O objetivo é melhorar gradualmente as contas públicas, alcançando um superávit primário de 1% do PIB até 2028. As previsões são as seguintes:
- 2026: superávit de 0,25% do PIB;
- 2027: superávit de 0,5% do PIB;
- 2028: superávit de 1% do PIB.
O QUE É A LOA?
- A Lei Orçamentária Anual define o orçamento para o ano seguinte, neste caso, 2027;
- A LOA estabelece o equilíbrio entre receitas e despesas, ou seja, a meta fiscal que o Executivo deve seguir;
- Através da LOA, são definidos os limites de despesa e receita e como os recursos serão distribuídos.
PRINCIPAIS PONTOS DE DESTAQUE
- Produto Interno Bruto (PIB): o governo projeta um crescimento de 2,46%.
- Selic: a expectativa para 2026 é que a taxa Selic esteja em 12,53% ao final do ano.
- Salário mínimo: o governo propõe um salário mínimo de R$ 1.741, um aumento de 7,4% em relação a 2026, que foi de R$ 1.621.
- Inflação: a previsão é que a inflação em 2026 seja de 3,60% ao ano, dentro do intervalo de tolerância da meta.
ORÇAMENTO PARA 2027
O orçamento total estimado para 2027 é de R$ 7,4 trilhões, com R$ 3,8 trilhões em despesas financeiras e R$ 3,4 trilhões em despesas primárias. A receita primária total projetada é de R$ 3,4 trilhões, o que representa 23,40% do PIB.
Para as despesas primárias do governo federal, excluindo estatais, a projeção é de R$ 2,8 trilhões, ou 19,14% do PIB. O Orçamento busca manter o Regime Fiscal Sustentável, limitando o crescimento real das despesas a 2,5%.
- Despesas financeiras: incluem gastos essenciais como salários, saúde e educação.
- Despesas primárias: referem-se ao pagamento de juros e amortização de dívidas.
- Receitas primárias: são os recursos arrecadados pelo governo através de taxas e impostos.
PREVISÃO DE GASTOS
- Discricionárias do Poder Executivo: R$ 266,8 bilhões
- Despesas obrigatórias: R$ 2,5 trilhões.
- Benefícios da Previdência: R$ 1,9 trilhão.
- Bolsa Família: R$ 157,1 bilhões.
- Despesas com saúde: R$ 272,2 bilhões.
- Despesas com educação: R$ 141,2 bilhões.
- Investimentos: R$ 133,8 bilhões.







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