Aos 121 anos, mulher mais idosa do Brasil revela o que come todos os dias e choca web

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Deolira Glicéria Pedro da Silva, de 121 anos, foi reconhecida pelo RankBrasil como a mulher mais idosa do país. Moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, ela mantém hábitos simples e tem entre suas preferências um lanche popular acompanhado de refrigerante, segundo a neta Dorotea Ferreira.

“Ela só gosta de coxinha e guaraná”, diz. Segundo Dorotea, esse foi o pedido da avó para o aniversário mais recente. A idosa teria comido sozinha o lanche e a bebida.

Nascida em 10 de março de 1905, em Porciúncula, também no Noroeste do Rio de Janeiro, Deolira teve a idade confirmada após uma busca por documentos. Parte dos registros da família havia sido perdida em uma enchente, o que exigiu a recuperação de documentos em cartórios e instituições religiosas.

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Entre os documentos utilizados no processo estava uma certidão de batismo, validada com apoio do bispo Dom Roberto Francisco, da Diocese de Campos dos Goytacazes. Para reconhecer oficialmente o recorde, o RankBrasil também solicitou documentos atualizados.

“Aqui no RankBrasil nós seguimos um padrão rigoroso de comprovação dos feitos. Neste caso, como prova de longevidade e prova de vida, foi solicitada a certidão de nascimento atualizada e o último extrato do benefício do INSS”, explicou Cristina Cadari, auditora da instituição.

Deolira recebeu o certificado durante uma cerimônia em Itaperuna, onde vive há quase cinco anos. O documento foi entregue pelo representante do RankBrasil, Valdecy Carvalho de Almeida, e pelo médico geriatra Juair de Abreu Pereira.

Segundo o RankBrasil, ela passou a ocupar o posto anteriormente atribuído a Maria Olívia da Silva, que morreu em 2010, aos 130 anos, no Paraná. “Mais do que uma recordista, a dona Deolira representa a importância de preservar e reconhecer uma história viva em nosso país, com seu exemplo de fé, simplicidade e amor ao próximo”, afirmou Cristina.

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Ao falar sobre a longevidade da avó, Dorotea relaciona a idade avançada aos hábitos mantidos por Deolira ao longo da vida: “Eu acho que foi a alimentação dela, né? Os modos de vida que ela viveu. Era tudo natural, não tinha nada de hoje em dia que a gente tem. Eu acho que isso contribuiu para ela chegar até essa idade”.

A vida de Deolira atravessou diferentes períodos da história. Quando nasceu, em 1905, a aviação ainda estava em seus primeiros anos. Desde então, ela acompanhou acontecimentos como as duas guerras mundiais, a pandemia de gripe espanhola, a popularização do rádio e da televisão, a construção de Brasília, a chegada do homem à Lua e o avanço da internet e dos celulares.

A família também reúne várias gerações. De acordo com os parentes, Deolira tem filhos, netos, bisnetos, tataranetos e uma pentaneta. A fé permanece presente em sua rotina, e, segundo os familiares, ela mantém o costume de abençoar filhos, netos e outros parentes.

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