
Motoboy do iFood participa do Breque Geral dos Apps em São Paulo (Foto: Instagram)
Entregadores de aplicativos promovem, nesta terça-feira (1º/9), uma paralisação nacional em protesto contra as condições de trabalho oferecidas pelas plataformas. A mobilização, conhecida como “Breque Geral dos Apps”, é organizada por meio de redes sociais e grupos de mensagens, tendo como principais pedidos o aumento das taxas por corrida e mais clareza nos critérios de bloqueio de contas.
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Durante a manifestação, os trabalhadores são orientados a ficar offline nos aplicativos. Estão previstos também buzinaços e carreatas em diversas cidades, como forma de pressionar as empresas e o governo federal. Em São Paulo, cerca de 100 motoboys se reuniram na Praça Charles Miller, no Pacaembu, por volta das 11h30, e seguiram em protesto pelas ruas, passando pelo Centro de São Paulo e pela Avenida Paulista.
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Além de São Paulo, manifestações e paralisações ocorreram em outras cidades brasileiras ao longo do dia. Os entregadores têm várias reivindicações, como a modalidade “+Entregas”, que determina áreas e horários de trabalho, e o valor mínimo de R$ 10 para corridas de até 4 km. Eles também pedem R$ 2,50 por quilômetro rodado, alegando que os valores atuais não cobrem despesas como combustível e manutenção dos veículos.
Os trabalhadores pressionam o governo federal por uma medida provisória que estabeleça taxas mínimas para entregas por aplicativos. Outro ponto de insatisfação é o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152, que não atende adequadamente às demandas da categoria, principalmente em relação à renda e proteção previdenciária. Os bloqueios de contas sem explicações claras também são criticados, e os entregadores querem transparência nos critérios usados pelos algoritmos e a possibilidade de contestar decisões.
Plataformas como 99Food e Keeta tentaram manter os entregadores nas ruas oferecendo incentivos financeiros. Em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, os extras chegavam a R$ 9 por entrega. A 99Food também ofereceu um cupom de R$ 7 para usuários em toda a cidade. O Ministério Público do Trabalho considera essa prática antissindical, e o Tribunal Superior do Trabalho já analisou casos em que benefícios para quem não adere à greve foram considerados como conduta discriminatória.
A mobilização ocorre em meio às discussões sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos no Brasil. Os organizadores esperam que a paralisação pressione as empresas e o governo a negociar melhorias nas condições de trabalho e remuneração dos entregadores.







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