MPDFT investiga médium Maira Rocha por suposta falsificação de cartas psicografadas

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MPDFT e PCDF investigam médium por suposta falsificação de cartas psicografadas (Foto: Instagram)

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) recebeu denúncias através da ouvidoria contra Maira Rocha, médium responsável pela Casa de Caridade Inácio Daniel, situada em Águas Claras, no Distrito Federal. Ela é acusada por várias pessoas de forjar cartas psicografadas de entes falecidos.

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O MPDFT instaurou uma notícia de fato para que a Promotoria de Justiça Criminal possa investigar o caso. A confirmação foi dada pelo MPDFT ao Metrópoles na segunda-feira (31/08).

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também iniciou um inquérito policial para apurar a atuação da médium.

Diversos ex-frequentadores e figuras influentes do meio espiritualista afirmam que as psicografias de Maira são imprecisas e contêm erros, com informações obtidas rapidamente na internet. As vítimas relatam que, no momento do desespero, a carga emocional impede a percepção dos erros, mas com o tempo, a má-fé fica evidente.

Ex-frequentadores do centro espírita, que preferem manter o anonimato, notaram que as informações nas cartas psicografadas por Maira são extraídas de redes sociais como Instagram e Facebook. Algumas mensagens contêm informações falsas.

Uma nota no site oficial do centro explica que qualquer pessoa pode receber uma mensagem de um ente querido, bastando inserir o nome em um livro nas sessões. O serviço é gratuito, mas não há garantia de que todos receberão uma mensagem.

Entretanto, muitos relatam que o conteúdo das cartas vem de publicações em redes sociais. Paulo*, de 52 anos, recebeu uma carta de sua mãe falecida, Gabriela*. Inicialmente emocionado, ele percebeu depois que algumas informações estavam erradas e outras foram retiradas de redes sociais.

O texto da carta começa com uma lembrança que coincide exatamente com um comentário no Facebook de Gabriela. Além disso, a carta menciona uma neta inexistente, provavelmente devido a publicações de uma nora sobre sua filha Fernanda*.

A família notou contradições, como o uso de apelidos que a falecida não usaria. Outro parágrafo foi retirado de uma comunidade de ciclistas no Facebook, mostrando que Maira fazia pesquisas antes das psicografias.

A mesma carta contém semelhanças com postagens públicas na rede social, como uma parabenização pela formatura de um filho e uma comparação física feita publicamente pelo filho, repetida na carta de Maira.

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