Zelador agredido por morador de rua em Brasília precisa de doação de sangue

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Doe sangue para Wanderlei, zelador agredido em Asa Norte (Foto: Instagram)

A família de um zelador que foi atacado por um morador de rua está promovendo uma campanha de doação de sangue devido à gravidade de seu estado de saúde. Wanderlei Souza Lima, de 53 anos, sofreu uma agressão na cabeça com um pedaço de madeira no dia 7 de agosto, enquanto trabalhava na Asa Norte. Ele teve traumatismo craniano, passou por cirurgia e permanece internado em estado grave na UTI do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A família informou que o hospital comunicou nesta terça-feira (1º/9) a necessidade de transfusões de sangue.

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As doações de sangue podem ser feitas no Hemocentro de Brasília, na Asa Norte, de segunda a sábado, entre 7h15 e 18h. Aos domingos e feriados, o horário de atendimento é das 7h15 às 12h. No momento da doação, é necessário informar que o sangue é destinado ao Hospital de Base, em nome de Wanderlei Souza Lima.

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Na última sexta-feira (28/8), Wanderlei sofreu uma parada cardíaca e seu estado foi novamente classificado como gravíssimo. De acordo com seu cunhado, Jonathan dos Santos Reis, o zelador também enfrenta uma forte infecção e estava com o abdômen bastante inchado.

Wanderlei passou por uma segunda cirurgia, desta vez no intestino, após apresentar dificuldades para evacuar. Nesta terça-feira (1º/9), a família foi informada pelos médicos de que novas complicações afetaram outros órgãos, incluindo os rins, e que ele precisará iniciar hemodiálise.

O suspeito da agressão, Alexandre da Trindade Leite, foi detido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) no dia seguinte ao ataque, na L4 Norte. Segundo a polícia, ele já tinha antecedentes por roubo, lesão corporal, maus-tratos, injúria e difamação.

Antes da recente piora, Wanderlei apresentava sinais de melhora. Na semana passada, ele foi extubado após 14 dias intubado e conseguia mover braços e pernas, levantar o pescoço e responder a alguns comandos.

Conforme relatado pela família, os médicos haviam informado que a respiração do zelador estava sendo feita quase completamente de forma autônoma. Ele também passou por uma traqueostomia, procedimento que cria uma passagem de ar pela traqueia.

Mesmo sem poder falar, Wanderlei reagia à presença dos familiares durante as visitas. Segundo os parentes, ele ficava agitado ao perceber a chegada da família, mas conseguia se acalmar após receber orientações e apertava a mão dos familiares quando solicitado.

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