
Sede da Fapesp em São Paulo (Foto: Instagram)
Após as recentes controvérsias sobre o corte de bolsas para pesquisa no exterior pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e uma declaração do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) negando o fato, a fundação divulgou um novo comunicado nesta terça-feira (1º/9) revisando as mudanças anunciadas.
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A regra divulgada em 26 de agosto indicava que, a partir de 1º de setembro, as Bolsas Estágio Pesquisa no Exterior (Bepe) seriam destinadas apenas a alunos de doutorado direto, doutorado e pós-doutorado. Com isso, os estudantes de iniciação científica e mestrado fora do país seriam excluídos, além de o período de doutorado internacional ser reduzido de um ano para seis meses.
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No comunicado desta terça (1º/9), a Fapesp anunciou que os alunos de iniciação científica e mestrado retirados da lista poderão solicitar bolsas no exterior através de chamadas específicas. Os alunos que tiveram a bolsa aprovada até 31 de agosto poderão participar da chamada que será anunciada no final de setembro.
Para as bolsas de IC e mestrado concedidas a partir de 1º de setembro, haverá uma nova chamada Bepe no primeiro semestre de 2027. "É importante ressaltar que não houve corte no número de bolsas Bepe, mas sim alterações nos critérios de elegibilidade e na duração das mesmas. A mudança se baseia no entendimento de que esse apoio à realização de estágios no exterior deve privilegiar estudantes e jovens pesquisadores nos estágios mais avançados de sua formação acadêmica e científica", informou a fundação.
Na última sexta-feira (28/8), o governador paulista e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) negou o corte de bolsas de estágio em pesquisa da Fapesp. Ele afirmou que os repasses financeiros estavam mantidos, garantindo a continuidade das bolsas.
Horas depois, em outra agenda, Tarcísio voltou a falar sobre o tema e afirmou que a decisão de alterar as bolsas da Fapesp foi tomada pela própria fundação. "Quem tomou essa decisão de mexer nas bolsas de iniciação científica, nas bolsas de mestrado, foi a própria Fapesp, não fomos nós. A gente não tem gerência sobre isso. O que a gente fez quando ficou sabendo? Entramos em contato com a Fapesp […] e ela [a fundação] vai rever", disse Tarcísio.







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