
Presidente Lula em articulação para pacificação entre STF, PF e PGR (Foto: Instagram)
O presidente Lula está se mobilizando para tentar resolver a crise que envolve ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e as lideranças da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
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De acordo com informações obtidas pela coluna, Lula conversou com o presidente do STF, Edson Fachin; com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; e com o ministro André Mendonça. Entre os dias 1º e 2 de setembro, Lula também discutiu o assunto em duas reuniões no Palácio do Planalto.
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Lula tem demonstrado preocupação com a ruptura entre Andrei e Mendonça, relator do inquérito do Banco Master. Ele teme o isolamento de Andrei, que se afastou do ministro da Justiça, Wellington Silva, e do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.
Nas discussões individuais, Lula deixou claro que não deseja alimentar a crise e que seu objetivo é contribuir para pacificar o ambiente.
Mendonça assegurou ao presidente que o vazamento do inquérito que investiga seu filho não partiu de seu gabinete. O ministro até ofereceu aos advogados de Lulinha a possibilidade de uma perícia para garantir que os dados permanecem lacrados.
Durante uma sabatina no Jornal Nacional, Lula culpou a PF pelo vazamento que expôs conversas de seu filho com a lobista Roberta Luchsinger sobre negócios que sugerem tentativa de tráfico de influência no governo.
Um dos motivos da ruptura entre Mendonça e Andrei são as acusações mútuas de vazamento de informações sigilosas.
SESSÃO VIRTUAL E APÓS AS ELEIÇÕES
Fachin tem sido aconselhado a não tomar nenhuma decisão até as eleições, para evitar que a crise se agrave nesse período.
A expectativa é que o Supremo terá que enfrentar, em algum momento, o tema envolvendo Alexandre de Moraes e dar um encaminhamento ao caso, mas a avaliação é de que este não seria o momento ideal.
Uma das alternativas em análise é levar ao plenário virtual a discussão sobre se a PGR está correta ao considerar que o material envolvendo o ministro não poderia ter sido extraído sem autorização da Corte, conforme previsto na Lei Geral da Magistratura.
A votação ocorreria no plenário virtual para evitar confrontos públicos entre os ministros.
No Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União) tem afirmado em conversas reservadas que o único pedido de impeachment que ele aceitaria colocar em pauta é contra o ministro André Mendonça.







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