Nunes Marques ordena Eduardo Bolsonaro a remover postagens sobre urnas

Publicado por


TSE ordena Eduardo Bolsonaro a remover posts que questionam segurança das urnas (Foto: Instagram)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, atendeu parcialmente a uma solicitação do PT e ordenou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) retire publicações que questionam a segurança das urnas eletrônicas.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Na decisão assinada em 31 de agosto, Nunes estipulou um prazo de 24 horas para que Eduardo ou a plataforma X (antigo Twitter) removam duas postagens feitas pelo ex-deputado no dia 17 de julho.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Além disso, o ministro determinou que Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), se abstenha de repetir ou republicar conteúdo que associe a empresa Smartmatic às urnas brasileiras.

A decisão ainda proíbe Eduardo de divulgar informações “sabidamente falsas” que coloquem em dúvida a segurança e integridade do sistema eletrônico de votação, que será utilizado nas eleições de outubro.

A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, acionou o TSE após Eduardo divulgar conteúdos sobre as urnas e realizar uma live de mais de 55 minutos ao lado do estrategista argentino Fernando Cerimedo.

Ao revisar duas publicações de Eduardo no X, Nunes Marques observou que o ex-deputado utilizou informações sobre o sistema eleitoral da Venezuela para lançar suspeitas sobre as urnas brasileiras.

Em uma das postagens, Eduardo questionou se, no Brasil, as urnas seriam “realmente invioláveis”. Para o ministro, a formulação tem “caráter enganoso” e promove uma “grave descontextualização” que pode gerar desconfiança no eleitorado sobre a integridade das eleições.

Nunes também determinou que plataformas como Instagram, Facebook, X, YouTube, TikTok e Rumble adotem medidas para impedir a disseminação de conteúdos que reiterem a associação entre a Smartmatic e as urnas eletrônicas brasileiras.

A decisão, no entanto, não acolheu os pedidos relacionados às publicações da deputada Júlia Zanatta (PL-SC) e do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que também fizeram postagens sobre o modelo de votação.

No caso de Zanatta, Nunes entendeu que a postagem não fazia referência às urnas brasileiras. Em relação a Gayer, avaliou que, embora houvesse uma “insinuação política”, o parlamentar não fez afirmação expressa de fraude no sistema eletrônico de votação.

Na mesma decisão, Nunes Marques também analisou uma declaração do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) durante um evento com representantes diplomáticos, em julho.

O ministro afirmou que a fala de Flávio sobre as urnas brasileiras serem provenientes da Smartmatic reproduziu de forma “direta e categórica” um fato que a Justiça Eleitoral já declarou reiteradamente ser inverídico. Para Nunes, a declaração foi uma “aparente ilicitude da conduta”.

Apesar da avaliação, o ministro não determinou nenhuma medida contra Flávio nesse ponto porque o pedido de remoção apresentado na ação se restringia às publicações de Eduardo, Gayer e Zanatta.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *