
Brasília: Pressão por impeachment de Alexandre de Moraes cresce após relatório da PF (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – Para que o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) seja aprovado, é necessário que o Senado tenha uma maioria qualificada, ou seja, 54 votos a favor da destituição de um membro da Suprema Corte.
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Com a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que revela uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, o Metrópoles Minas consultou candidatos ao Senado pelo estado e senadores atuais para ouvi-los sobre o assunto.
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Líder nas pesquisas para o cargo, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) optou por não se pronunciar sobre o tema neste momento.
O deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) declarou ser a favor da saída de Moraes do STF, tendo inclusive já protocolado um pedido de impeachment. “A própria Polícia Federal traz informações e provas incontestáveis de que, na verdade, foi ele quem elaborou o contrato de R$ 130 milhões com sua esposa e, na prática, ele estava dando consultoria para o ladrão, o bandido que causou o maior rombo no sistema financeiro da história do nosso país, Daniel Vorcaro”, afirmou Domingos Sávio, candidato do PL ao Senado.
Em relação ao encontro que o banqueiro teve com o ministro André Mendonça no início de 2025, o político bolsonarista saiu em defesa. “(O Daniel Vorcaro) pediu para ser recebido, ele recebeu. Imagino que se você tiver uma razão especial para conversar com o André Mendonça ele te receba”, comentou.
O senador e candidato à reeleição Carlos Viana (PSD) também se mostrou favorável à saída do ministro, mas defendeu que as investigações avancem até que sejam comprovadas. “É um pedido de investigação por suspeita de advocacia administrativa, uso da toga para defender um banqueiro com corrupção. Se toda essa conversa ficar comprovada, são ações tomadas usando a toga em benefício de outrem, o que a Constituição não permite”, declarou Viana.
Apesar de não ter respondido ao Metrópoles agora, no final de agosto, o ex-secretário do governo Marcelo Aro (PP) afirmou à Itatiaia ser favorável à saída de ministros, citando especificamente os R$ 130 milhões recebidos pela esposa de Alexandre de Moraes.
A ex-deputada federal Áurea Carolina (PSol) defendeu o impeachment de ministros da Suprema Corte caso os desvios sejam comprovados, mas destacou que isso não pode ser confundido com o julgamento da tentativa de golpe de Estado de 8 de Janeiro, caso julgado por Alexandre de Moraes. “O Senado tem a prerrogativa de abrir impeachment de ministros do STF caso sejam comprovados desvios de conduta, irregularidades, e eu defendo esse papel institucional do Senado, seguramente. Mas isso tem que ser feito diferenciando completamente de qualquer tentativa golpista. O que a gente tem que defender é a transparência e o rigor da Constituição”, comentou a pessolista.
O ex-governador Aécio Neves (PSDB) afirmou, em abril deste ano, ser contrário ao impeachment de ministros como solução de crise, mas ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso envolvendo Moraes.
Os candidatos do MDB ao Senado, Arcanjo Pimenta e Manoel Carvalho, lançaram o manifesto “Reformar para Proteger”, documento que pede a renúncia de Moraes, argumentando que o STF enfrenta uma forte crise de confiança provocada pelas recentes notícias.
O candidato Marco Antônio Costa, mais conhecido pela alcunha de “Superman”, foi procurado, mas não respondeu às tentativas de contato.
SENADORES EM EXERCÍCIO
Além de Carlos Viana, que é candidato à reeleição, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) também se posicionou pela saída do ministro e afirmou que vem cobrando o presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para pautar o pedido. “Existem mensagens que precisam ser esclarecidas e informações apontadas pela Polícia Federal que levantam questionamentos sérios sobre a relação entre um ministro do STF e um banqueiro investigado”, afirmou.
O senador Rodrigo Pacheco (PSB), que está em processo para entrar numa vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), após a renúncia de Bruno Dantas, não respondeu às tentativas de contato.







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