
PF descobre pagamento de R$ 10,5 mil em caviar a ex-governador Cláudio Castro por empresa de “Pipo” (Foto: Instagram)
A Polícia Federal (PF) identificou que uma empresa do advogado Antônio Carlos da Conceição Santos, conhecido como "Pipo", foi responsável pelo pagamento de R$ 10,5 mil em caviar, compra feita pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
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Essas informações estão em um documento entregue pela PF ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto da Operação Sem Refino, iniciada no mês passado. A investigação busca entender a atuação de agentes públicos em prol da Refinaria de Manguinhos, a Refit.
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Conforme a PF, Castro realizou a negociação diretamente com a Caviar Giaveri, localizada em São Paulo, no dia 24 de abril deste ano. As mensagens revelam que o ex-governador escolheu diferentes tipos de caviar e solicitou que parte fosse entregue no Hotel Emiliano, onde estava hospedado.
"Henrico tudo bem? Cláudio Castro aqui", escreveu o ex-governador. "Boa tarde Claudio. Tudo ótimo aqui", foi a resposta recebida.
"Estou em SP. Você poderia me mandar a tabela do caviar?", perguntou Castro. O contato então enviou uma lista com sete variedades de caviar, com preços de R$ 155 a R$ 3,3 mil.
"Você consegue me entregar no Emiliano? Estou aqui hoje e amanhã… Volto para o RJ amanhã", continuou Castro. "Se desse compraria um para consumir hoje e também para levar. Mas dependo de você conseguir", complementou o ex-governador.
O contato perguntou o que seria necessário para uma entrega rápida por motoboy. "Para hoje imperial de 100g e um kit. Para levar", respondeu Castro.
Após uma ligação para a loja, Castro recebeu uma planilha com os valores dos produtos escolhidos. Depois de receber a chave Pix e as informações de pagamento, enviou o comprovante da transferência. Contudo, segundo a PF, o valor não saiu de uma conta de Castro, mas sim da empresa AC Santos Participações e Empreendimentos.
Os dados da transferência mostraram que o CNPJ pertence a Pipo, que também foi alvo da PF no início do mês passado, assim como Castro.
A PF afirma que o caso demonstra o uso da estrutura empresarial de Pipo para custear uma despesa particular de Castro.
"O episódio é relevante porque evidencia, de forma objetiva, o uso de recursos ou de estrutura empresarial associada a Pipo para quitar uma despesa de natureza privada relacionada ao então governador", registraram os investigadores.







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