Produtora de Dark Horse contrata nova perícia privada nas contas do filme

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Nova perícia reforça idoneidade financeira de “Dark Horse” (Foto: Instagram)

A produtora GoUp, responsável pelo filme Dark Horse, contratou uma nova perícia particular nas contas da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O relatório deve ser entregue à Polícia Federal nos próximos dias.

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“Vamos apresentar novos laudos esta semana sobre esse caso, solicitados pelo doutor (Ricardo) Sayeg”, afirmou à coluna o administrador de empresas Anísio Castelo Branco, proprietário de uma microempresa chamada Instituto de Perícia Investigativa e fundador da Ordem dos Peritos Judiciais de São Paulo, onde atua como presidente e primeiro membro.

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Foi Castelo Branco – atualmente em destaque por contestar o cálculo da dívida do Corinthians com a Caixa pela arena do clube – quem assinou a primeira perícia privada nas contas de Dark Horse, contratada pelo escritório que defende a GoUp, e apresentada à Polícia Civil de São Paulo em junho.

Ela foi anexada ao processo que investiga se pagamentos da prefeitura de São Paulo ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado à GoUp, relativos a um contrato de instalação e manutenção de pontos de wi-fi, foram destinados ao filme. Em agosto, o ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a PF a acessar a investigação da Polícia Civil de São Paulo.

De acordo com o perito, “não é verdade” a informação publicada pela revista Piauí esta semana, que oito dias após ser cobrado por Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro enviou mais uma parcela de 1,6 milhão de dólares para o fundo Havengate, que até então não era conhecida. Segundo a Piauí, a informação está em um relatório do Coaf, o órgão que monitora transações financeiras.

“Um dos pagamentos não confere. Já identificamos. Com a produtora do filme, pelo que verificamos até agora, está tudo certo”, afirmou o administrador, que admite não ter tido acesso às contas do fundo que financiou o filme (portanto, às transferências de Vorcaro), mas apenas a extratos bancários e pagamentos feitos pela GoUp brasileira e pela versão norte-americana da produtora, criada especificamente para realizar Dark Horse.

“O filme custou R$ 75 milhões. Identificamos que custou R$ 75 milhões, sendo 55 (milhões) nos EUA e 20 (milhões) no Brasil. E mostramos que não houve dinheiro público nesse filme e quem foi o financiador”, declarou. Na verdade, a perícia não indica quem financiou o filme, apenas quanto as produtoras receberam e gastaram.

Segundo Castelo Branco, tudo que foi publicado pela imprensa desde a entrega do primeiro laudo, em junho, é “invenção”. E a verdade vai aparecer nesse novo laudo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República e responsável por solicitar o dinheiro que financiou o filme ao banqueiro Daniel Vorcaro, inicialmente disse que a informação sobre o pedido era “mentira”. Quando o site Intercept Brasil revelou áudios mostrando os pedidos, o político prometeu apresentar as contas do filme para provar que o dinheiro de Vorcaro só foi utilizado na produção.

Quatro meses se passaram e ele ainda não fez isso, mas tem tratado o caso como “resolvido”, dado que existe a perícia de Castelo Branco, contratada pela defesa da GoUp, afirmando que o filme custou R$ 75 milhões e que não houve repasse de “dinheiro público” ou de patrocínio ao filme.

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