
Close-up de um homem durante entrevista após decisão judicial. (Foto: Instagram)
Alguns dos principais adversários de José Roberto Arruda (PSD), cuja candidatura foi rejeitada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) na última quinta-feira (3/9), expressaram suas opiniões sobre o veto imposto pela Corte.
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A governadora atual do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), foi direta: “Isso não tem qualquer relação com a minha candidatura. Desejo sorte para ele (Arruda)”.
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A deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) declarou que respeita a decisão da Justiça Eleitoral, mas considerou a pena de 12 anos de inelegibilidade “muito longa”.
“Especialmente quando não há clareza sobre quando essa situação efetivamente se encerra. Evidentemente, como candidata, preferia enfrentar todos os adversários nas urnas e deixar que a população fizesse a escolha pelo voto. Vou continuar fazendo a minha campanha, acreditando na vitória”, pontuou.
O advogado Kiko Caputo (Novo) afirmou que é “muito triste quando começam a querer enviesar a escolha da população”.
“A eleição é o momento em que o povo expressa o que ele está pretendendo. Tirar um candidato à força, por articulação de quem quer se manter no poder, é muito triste, pois diminui o poder de escolha da população”, avaliou o candidato.
Leandro Grass (PT) optou por não se manifestar, por enquanto, sobre o assunto. O Metrópoles também procurou, por meio de sua assessoria de campanha, Ricardo Cappelli (PSB), mas não houve retorno.
ENTENDA
Em decisão unânime, o TRE-DF impediu o registro de candidatura de José Roberto Arruda ao cargo de governador do Distrito Federal, na tarde dessa quinta-feira (3/9).
O relator, desembargador Guilherme Pupe, foi o primeiro a proferir voto que reconheceu a inelegibilidade em razão de condenações por improbidade administrativa, julgando procedente as ações de impugnação da candidatura de Arruda e indeferindo o registro da candidatura.
Durante seu extenso voto, Pupe citou que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) reconheceu não haver conexão entre condenações de Arruda decorrentes da Operação Caixa de Pandora.
De acordo com o relator do caso, a contagem da inelegibilidade deve ocorrer a partir da segunda condenação colegiada, de 2018. O voto do relator foi seguido pelos desembargadores André Puppin, Leonor Aguena e Asiel Henrique e João Egmont.







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