Defesa de Lulinha alega perseguição com relatórios divulgados por Moraes

Publicado por


Lulinha: relatórios da PF afastam suspeita de ligação com fraudes no INSS (Foto: Instagram)

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comunicou nesta sexta-feira (4/9) que os relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF), divulgados em meio à crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça do STF, corroboram a tese de que não há ligação entre Fábio Luís e as fraudes no INSS investigadas pela Operação Sem Desconto.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

O advogado Guilherme Suguimori Santos, que representa Fábio Luís, destacou que a defesa sempre sustentou a inexistência de conexão entre Lulinha e o esquema de fraudes investigado. Essa posição teria se confirmado após a criação de novos inquéritos que, embora desvinculados da operação, indicam "pescaria probatória" e "direcionamento ilegal".

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Segundo o advogado, a suposta contaminação processual já era contestada pela defesa e agora foi corroborada pelos relatórios de inteligência da PF divulgados na quinta-feira (3/9). Os documentos fazem observações sobre a legitimidade, os limites e o direcionamento de inquéritos na estrutura investigativa da corporação.

A nota também afirma que Fábio Luís está à disposição das autoridades e confia na possibilidade de provar sua inocência. A defesa espera que o Judiciário não ignore eventuais ilegalidades, parcialidades e direcionamentos políticos que, se confirmados, exigiriam o arquivamento definitivo das investigações.

A manifestação da defesa de Lulinha ocorre em um momento de crise interna no STF. Na quinta-feira, Moraes acionou o presidente da Corte, Edson Fachin, no Inquérito das Fake News, acusando Mendonça de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade nas operações Sem Desconto e Compliance Zero, que investigam esquemas envolvendo o Banco Master e o INSS.

O ponto crítico da crise foi a decisão de Mendonça de retirar o sigilo de uma investigação da PF sobre mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que sugeririam favorecimento de Moraes no caso.

Moraes acusou Mendonça de usurpar a direção das investigações, participar irregularmente de tratativas de colaboração premiada e direcionar alvos por motivações pessoais e políticas. Entre os possíveis alvos estaria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Uma análise dos documentos mostra que o material contém ressalvas. A PF classifica algumas hipóteses com grau de confiança "baixo" ou "moderado". Além disso, o documento não possui cabeçalho oficial nem assinatura de delegados, traz o carimbo de "difusão restrita" e registra que é uma peça de trabalho "sem valor probatório".

O material esclarece que não é um relatório final de investigação, mas uma análise temporária de cenário.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *