Defesa de Lusimar, a “menina do Ministério Etrom”, relata condições precárias na prisão

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Lusimar Augustinho da Silva caminha pelo pátio da Penitenciária Feminina do DF após transferência de cela (Foto: Instagram)

Detida desde agosto na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, Lusimar Augustinho da Silva, conhecida nas redes sociais como a “menina do Ministério Etrom”, teve que mudar de cela após enfrentar hostilidade e conflitos com outras detentas. Segundo sua defesa, mesmo após a troca, as condições dentro do presídio continuam precárias.

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As informações foram divulgadas em nota pelos advogados de Lusimar ao Metrópoles. De acordo com eles, os relatos sobre os problemas na prisão foram feitos pela própria Lusimar durante visitas e atendimentos por videoconferência.

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Atualmente, Lusimar está em uma cela com 15 pessoas, apesar de o espaço ter capacidade para apenas oito. Para os advogados, a superlotação é preocupante, especialmente considerando o estado de saúde mental da detida.

A defesa alega que o ambiente prisional tem piorado a condição psiquiátrica de Lusimar e afirma que a estrutura disponível não é adequada para o tratamento necessário.

A saúde mental de Lusimar será avaliada por determinação judicial. O juiz do caso ordenou a instauração de um incidente de insanidade mental, e uma perícia deve ser agendada em breve.

Lusimar também passou por uma avaliação multidisciplinar recentemente. A defesa aguarda o relatório sobre sua saúde mental e espera que o resultado permita seu encaminhamento para tratamento adequado.

Apesar das alegações, uma liminar solicitada pela defesa não foi concedida, e Lusimar continua detida. O Tribunal, no entanto, exigiu que o sistema prisional comprove capacidade médica para atendê-la.

Lusimar foi presa em 13 de agosto após ofender funcionários de um hotel na Asa Norte, em Brasília, com declarações racistas. Testemunhas afirmam que ela gravou um vídeo com as ofensas e o publicou nas redes sociais.

Testemunhas também relataram que este não foi o primeiro incidente envolvendo Lusimar e funcionários do hotel. No dia anterior, ela teria gravado outros vídeos em uma situação semelhante.

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