
Vice-presidente executivo da NFL em coletiva sobre expansão internacional da liga (Foto: Instagram)
A NFL tem planos de aumentar sua presença internacional nos anos seguintes, tanto em número de jogos quanto em mercados atingidos. Em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2/9), Peter O’Reilly, vice-presidente executivo, declarou que a liga já considera ultrapassar a marca de 10 jogos internacionais.
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"Recebemos a aprovação dos proprietários no ano passado para atingir dez jogos internacionais na temporada regular. E, como o comissário mencionou, temos aspirações de ir além disso. Queremos fazer isso corretamente. Queremos estar nos mercados certos, no momento certo", afirmou O’Reilly.
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A meta inicial era limitar a 10 partidas de temporada regular fora dos Estados Unidos. No entanto, a expansão da liga em sete países nesta temporada incentivou a organização a acelerar os planos para se firmar como uma propriedade esportiva global.
Uma das estratégias da liga para construir essa base de fãs é o Global Markets Program, que possibilita às equipes desenvolverem atividades comerciais e ações de marketing em países específicos.
“A ideia é que ter um time favorito é, como todos sabemos, um fator essencial para criar uma relação duradoura e um alto nível de engajamento com a NFL. Permitindo que os clubes se candidatem, queremos que eles realmente se alinhem com mercados nos quais vão se envolver”, explicou o executivo.
O’Reilly mencionou a sinergia entre as prioridades dos clubes e a expansão da liga: “Por exemplo, há conexões entre Nova Orleans e a França, e eles estão completamente envolvidos com o que estão fazendo lá. Lions e Patriots estão jogando na Alemanha. Isso permite que os clubes adaptem o programa às suas prioridades”, contou.
O processo de escolha de novas localidades para sediar jogos internacionais envolve uma análise meticulosa de métricas de consumo digital, engajamento e viabilidade estratégica.
“Levamos esse processo muito a sério. Temos sido bastante metódicos. Começamos, obviamente, com jogos no México e, depois, principalmente no Reino Unido. Em seguida, analisamos os mercados, observamos os dados sobre os torcedores e o nível de envolvimento deles”, relatou O’Reilly.
Essa avaliação contínua possibilitou a expansão para Alemanha, Brasil, Espanha, Irlanda, França e Austrália. “E, como temos deixado claro, não estamos interessados em algo pontual. Quando vamos a um mercado, estamos comprometidos com o longo prazo”, afirmou.
Na França, a chegada do primeiro jogo oficial seguiu um amadurecimento gradual, testando o interesse do público em eventos locais.
“A França sempre esteve entre os mercados que consideramos fortes na Europa e um grande mercado esportivo em geral. Isso também serviu como um catalisador para trazer novos parceiros de mídia na França. Esses mercados não estão todos no mesmo nível de maturidade em termos de torcida, mas são importantes”, disse.
Nas Américas, o México volta a receber a NFL no Estádio Azteca com o confronto entre Minnesota Vikings x San Francisco 49ers. Além do apelo do mercado mexicano no flag football, a liga projeta crescimento na região: “O México poderia ser um mercado capaz de receber vários jogos no futuro. Isso certamente não está fora de questão”, comentou.
Questionado pelo Metrópoles sobre o impacto das longas viagens, fusos horários e mudanças de rotina no desempenho dos jogadores, Peter O’Reilly garantiu que a operação das viagens é ajustada em detalhes para minimizar o desgaste.
“A experiência das equipes e dos jogadores é a nossa prioridade número um. Se não fizermos isso direito, todo o resto desmorona”, afirmou.
Apesar do receio inicial que costuma surgir na primeira visita a um novo país, o dirigente ressaltou que o feedback dos atletas após as partidas costuma ser extremamente positivo, citando o impacto da estreia na Alemanha e no Brasil.







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